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Presidente da Juventus, Nedved e conselheiros renunciam após acusações de fraude

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A Juventus comunicou nesta segunda-feira, em meio às investigações de fraude contábil das quais é alvo, a renúncia de toda a cúpula de sua diretoria. Assim, Andrea Agnelli deixa o cargo de presidente juventino após 12 anos no poder, acompanhado pelo ex-meia checo Pavel Nedved, até então vice-presidente, e pelos demais membros do Conselho de Administração.

A Promotoria de Turim investiga acusações de que a Juve, listada na Bolsa de Valores de Milão, teria obtido lucro por meio de um esquema para recebimento de comissões ilegais de jogadores transferidos e emprestados. Também está sendo apurado se investidores foram enganados com emissões de faturas de transações inexistentes para demonstrar receitas. As autoridades estão analisando contratos, transferências e acordos feitos entre o clube e agentes no período de 2018 a 2020.

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Em nota publicada em seu site oficial, o clube italiano comunicou que a decisão pela renúncia coletiva foi tomada após uma reunião comandada nesta segunda por Agnelli, na qual foram apresentados "pareceres jurídicos e contábeis de especialistas designados" para uma auditoria nas contas da instituição. De acordo com o texto, a conclusão foi que, embora o balanço se enquadre "no permitido pelas normas contábeis aplicáveis", ainda exige uma "abordagem mais prudente".

"Por proposta do Presidente Andrea Agnelli e a fim de permitir que a decisão sobre a renovação do Conselho seja encaminhada à Assembleia Geral com a maior brevidade possível, todos os membros do Conselho de Administração presentes na reunião declararam que renunciaram ao cargo", diz um trecho do comunicado.

"Pelas mesmas razões, cada um dos três conselheiros titulares (o Presidente Andrea Agnelli, o Vice-Presidente Pavel Nedved e o Diretor Presidente Maurizio Arrivabene) consideraram oportuno entregar os poderes conferidos.. No entanto, o Conselho solicitou a Maurizio Arrivabene que mantenha o cargo de CEO", completa.

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A partir de agora, o Conselho continuará a funcionar em regime de prorrogação, sob o comando do diretor Maurizio Scanavino, até o dia 18 de janeiro de 2023, quando será realizada uma Assembleia Geral para a nomeação dos novos conselheiros. A Juventus também disse que irá "continuar colaborando e cooperando com as atividades das autoridades, sem prejuízo da proteção de seus direitos em relação às controvérsias levantadas contra suas demonstrações financeiras"

Além da crise administrativa, a Juventus não vive um bom momento dentro de campo, pois foi eliminada ainda na fase de grupos da atual edição da Liga dos Campeões.No Campeonato Italiano, ocupa a terceira colocação, com 31 pontos, dez atrás do líder isolado Napoli.

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