Nunes ironiza prefeito de Buenos Aires por lobby à F1 após renovação de SP
Após o anúncio de renovação do contrato da Fórmula 1 com São Paulo até 2035, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) mandou um recado para outras cidades que almejavam sediar um Grande Prêmio. O prefeito de Buenos Aires, Jorge Macri, esteve reunido com representantes da categoria no fim de semana em Interlagos.
"Nós temos aqui visitando o autódromo prefeitos de outras cidades do mundo, mas eles não vão sair daqui com um contrato. O contrato é nosso e eles vão levar na memória um dos maiores e mais bonitos espetáculos da Fórmula 1 que vai acontecer aqui esse final de semana", disse Nunes, que projetou um impacto econômico de R$ 2,3 bilhões e geração de mais de 25 mil empregos na cidade com o evento deste ano.
O prefeito paulistano também exaltou a capital como a única cidade no mundo a receber as maiores categorias do automobilismo mundial. "Não existe outra cidade no mundo com três grandes eventos da FIA. Apenas São Paulo abriga Fórmula 1, Fórmula E e o Mundial de Endurance (WEC)."
Buenos Aires e outras cidades sul-americanas têm demonstrado vontade abrigar um Grande Prêmio nos últimos anos. Barranquilla, na Colômbia, e a capital argentina despontavam como favoritas. Em entrevista ao Estadão, Alan Adler, CEO do GP de São Paulo, apontou sua preocupação com a concorrência argentina.
O Estadão conversou com Jorge Macri na sexta-feira e o prefeito de Buenos Aires havia se mostrado confiante na inclusão à F1, inclusive imaginando a capital argentina junto com São Paulo no calendário.
"Estive reunido com as pessoas, com o promotor de São Paulo. Acho que devemos tentar fazer com que os dois grandes prêmios coexistam. Temos uma grande oportunidade de ter duas etapas aqui na América do Sul. Não apenas na América Latina, onde também está o México, mas aqui na América do Sul. E minha conversa com o pessoal de São Paulo foi: vamos trabalhar juntos", afirmou Macri
O calendário da Fórmula 1 conta com 24 Grandes Prêmios e já anunciou que, a partir de 2030, haverá uma sede africana, em Ruanda. Na Europa, para encaixar circuitos históricos, optou-se por um revezamento entre Montmeló (Espanha) e Spa-Francorchamps (Bélgica), por exemplo.
Além do Brasil, na América Latina é disputado o Grande Prêmio da Cidade do México. Este, sim, mais ameaçado por um vínculo curto até 2028 apenas.
