Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Esportes
publicidade
ESPORTES

Minas afasta Maurício Souza após comentários homofóbicos e pressão de apoiadores

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A diretoria do time masculino de vôlei do Minas Tênis Clube decidiu afastar temporariamente o jogador Maurício Souza, por causa da pressão de patrocinadores após ele ter feito diversos comentários homofóbicos em suas redes sociais. Além disso, o atleta terá de se retratar e receberá uma multa.

Em comunicado enviado ao Estadão, o Minas Tênis Clube afirmou que o presidente Ricardo Vieira Santiago se reuniu com Maurício Souza na tarde desta terça-feira para comunicar ao jogador o seu afastamento "por tempo indeterminado". "O atleta também recebeu uma multa e foi orientado a fazer uma retratação pública imediata", informou o clube. A retratação ainda não aconteceu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O Minas Tênis Clube também disse que "não aceita e não aceitará manifestações intolerantes de qualquer forma" e prometeu que intensificará "campanhas internas em prol da diversidade, respeito e união, por serem causas importantes e alinhadas com os valores institucionais".

Segundo o clube, não houve, em nenhum momento, a ameaça de outros atletas deixarem a equipe em protesto ao afastamento de Maurício Souza. O líbero Maique foi um dos atletas do elenco que se posicionou. Ele usou suas redes sociais para assegurar que não assinou nenhuma carta em apoio à posição de Maurício.

"Eu não assinei nada! E isso não me inclui. E continuo lutando pelos meus direitos e de nossa comunidade e de todo e qualquer tipo de preconceito. Isso que estão espalhando de eu apoiar algo é fake", afirmou. Maique é gay e comemorou a pressão que os patrocinadores da equipe em relação às declarações homofóbicas do central.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta terça-feira, 26, Fiat e Gerdau se posicionaram e deixaram claro que não compactuam com qualquer tipo de preconceito. A gota d'água foi uma postagem recente do jogador, que também atua pela seleção brasileira e esteve nos Jogos Olímpicos de Tóquio, criticando a editora DC Comics por revelar em uma história que o personagem do Super-Homem era bissexual.

"Hoje em dia o certo é errado, e o errado é certo... Não se depender de mim. Se tem que escolher um lado, eu fico do lado que eu acho certo! Fico com minhas crenças, valores e ideias. 'Ah, é só um desenho, não é nada demais'. Vai nessa que vai ver onde vamos parar", escreveu.

Não foi a primeira vez que ele se manifestou dessa maneira em suas redes sociais. Mas recentemente ele gravou um vídeo explicando que é conservador, de direita e que preza a família, explicando sua visão de mundo. "Lutar pelo que se acredita é para poucos! Pelos meus valores, crenças e propósitos eu irei até o fim! Custe o que custar", disse, citando valores da Bíblia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas a polêmica acabou chegando nos dois patrocinadores do time do Minas, Fiat e Gerdau. Elas divulgaram notas oficiais repudiando as atitudes do jogador. "Estamos (...) cobrando as medidas cabíveis, de acordo com o nosso posicionamento inegociável diante do respeito à diversidade e à inclusão. Assim, a Fiat repudia qualquer tipo de declaração que promova ódio, exclusão ou diminuição da pessoa humana e espera que a instituição tome as medidas cabíveis e necessárias no mais curto espaço de tempo possível", informou a montadora italiana.

A Gerdau, que também tem seu nome associado ao time, repudiou as declarações preconceituosas. "Repudiamos qualquer tipo de manifestação de cunho preconceituoso ou homofóbico. Já solicitamos a posição oficial do clube sobre as tratativas necessárias ao caso para adotar as medidas cabíveis, o mais breve possível. Reforçamos nosso compromisso com a diversidade e inclusão, um valor inegociável para a companhia", comentou a empresa.

O posicionamento dos dois patrocinadores do clube pressionou o Minas a tomar medidas mais duras para que não se prejudique ainda mais a imagem da equipe e tampouco fira as empresas que apoiam o time de vôlei. No dia anterior, a diretoria do clube já havia divulgado uma nota, mas sem ser muito incisiva. "Todos os atletas federados à agremiação têm liberdade para se expressar livremente em suas redes sociais. O clube é apartidário, apolítico e preocupa-se com a inclusão, diversidade e demais causas sociais", comentou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Capitã do time feminino do Minas, Carol Gattaz também reprovou os comentários homofóbicos de Maurício Souza. "Homofobia é crime. Racismo é crime. Respeito é obrigatório. Está na lei. Garantido pela constituição. Já toleramos desrespeito, gracinhas e preconceitos disfarçados de opinião por muito tempo. Chega", exclamou a jogadora. A ex-líbero Fabi, bicampeão olímpica com a seleção brasileira, reforçou: "Homofobia é crime". Ela é homossexual e luta pelos direitos da comunidade LGBTQIA+.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Esportes

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV