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Leila defende Abel e diz que eventual eliminação do Palmeiras na Libertadores é 'inconcebível'

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Leila Pereira saiu em defesa de Abel Ferreira após a Mancha Alvi-Verde, principal torcida organizada do Palmeiras, emitir nota em que pede a demissão do treinador. Nesta quinta-feira, 20, um dia depois da derrota para o Cerro Porteño pela Libertadores, a presidente palmeirense disse que não pauta seu trabalho a partir do ponto de vista de parte da torcida.

"Eu já falei, diversas vezes, que não administro o Palmeiras segundo opinião de uma parte da torcida. Com relação à manifestação, eu não vejo nenhuma, não tomo conhecimento do que organizada fala sobre mim ou minha gestão. Administro ouvindo nossos profissionais, vivenciando a rotina, é nisso que me pauto. Sei que a grande maioria dos torcedores ficam chateados, entendo a preocupação, também fico. Mas tenho que agir com a razão", disparou Leila em evento que marcou homenagem ao zagueiro Gustavo Gómez no museu do clube.

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A presidente ainda criticou a organizada e disse que os integrantes dela só aparecem nos momentos de maior dificuldades do clube. "Faço as cobranças dentro da academia e as críticas que eu acho que não são construtivas eu deleto imediatamente. O torcedor é passional e eu não posso ser. Nosso trabalho continua e eu não vi essa parte da torcida quando fomos campeões paulistas, não vi dando parabéns ao nosso trabalho. Engraçado que só aparece nos momentos difíceis."

Em relação a Abel, Leila afirmou que o mais importante é a felicidade do português com o trabalho que ele vem desempenhando dentro do clube. Ela também recordou do título do Paulistão deste ano, que é esquecido nos momentos mais delicados em campo.

"Óbvio que não só a presidente, todo nosso estafe, o nosso trabalho é fazer o nosso torcedor feliz, nosso maior patrimônio. Falei que quero ver Abel feliz como quero ver meus atletas felizes, a presidente feliz. Estou muito feliz. Às vezes fico preocupada, mas feliz eu estou. Lembrando que não ganharemos sempre. Quando se ganha o paulista é inexpressivo, mas se não ganha é um caos. Quero ver Abel feliz, mas também quero ver os torcedores felizes e trabalhamos para isso."

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As cobranças dos torcedores cresceram pela situação complicada em que o Palmeiras se encontra na Libertadores. O time alviverde tem a pior campanha na fase de grupos da competição continental nos últimos dez anos. A uma rodada do fim do Grupo F, a equipe de Abel Ferreira está na vice-liderança, com oito pontos, dois a menos que o líder Cerro Porteño, com dez, e corre o risco de ficar fora das oitavas de final.

Leila, que define a Libertadores como prioridade na temporada, disse sem titubear que não vê o time caindo precocemente no torneio. "Acho inconcebível não passar para a próxima fase da Libertadores", finalizou.

GÓMEZ TRANQUILIZA TORCIDA APÓS COBRANÇAS

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Maior campeão da história do Palmeiras, Gustavo Gómez foi eternizado no Museu de Troféus do clube com espaço dedicado especialmente a ele. Apesar do clima festivo, o zagueiro não deixou de ser questionado sobre o momento delicado que o time enfrenta na temporada.

Sobre as críticas da torcida ao trabalho de Abel Ferreira, o paraguaio ressaltou a importância da liberdade de expressão, mas disse que tem o costume de não olhar as redes sociais após derrotas. "Um treinador meu me ensinou que quando perde não tem que olhar redes sociais, então não vi nada. Mas o que mais gosto do meu país e do Brasil e liberdade de expressão. O Paraguai viveu muito tempo a ditadura. Aqui qualquer um tem a liberdade de falar e qualquer um que tenha microfone e, redes sociais tem liberdade de falar, não tem que censurar ninguém. Acredito que são as melhores coisas."

No entanto, o defensor disse que o papel dos jogadores é não absorver as manifestações da paixão do torcedor e usar a razão no dia a dia. Ele ainda ressaltou que o elenco está em busca de melhorar o desempenho na temporada.

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"Mas sabemos internamente que o futebol é passional, pouco racional, é uma realidade, mas nós sabemos tudo que trabalhamos dia a dia sabemos que temos que melhorar, que manter. O torcedor tem que ficar tranquilo que lá dentro do clube tem a certeza que trabalhamos dia a dia. Nenhum time ganha tudo. Futebol é muito legal porque não é uma ciência exata. O futebol para nós é passional, mas também racional, se não é muito difícil fazer nosso trabalho", completou o jogador.

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