Irã disputará a Copa do Mundo sob rígida restrição de circulação nos EUA
Jogadores terão de retornar ao México após cada partida devido a vistos temporários, enquanto calor e tempestades ameaçam calendário

A seleção do Irã desembarcou no último domingo em Tijuana, no México, onde montará sua base para a Copa do Mundo de 2026 após sofrer severas restrições de visto por parte do governo dos Estados Unidos. Em decorrência do conflito geopolítico entre Washington e Teerã, intensificado por bombardeios coordenados por forças americanas e israelenses, os 26 jogadores da equipe receberam apenas uma autorização de entrada temporária em solo americano. O documento permite que os atletas disputem as partidas e realizem treinamentos, mas proíbe terminantemente qualquer pernoite em território dos EUA.
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Com a determinação diplomática, a delegação iraniana será obrigada a retornar a Tijuana imediatamente após o encerramento de cada compromisso ou atividade esportiva no país vizinho. Essa exigência alterou de forma drástica o planejamento inicial da comissão técnica, que pretendia fixar residência em Tucson, no Arizona, estado onde o time fará seus primeiros três jogos pela fase de grupos. O impacto político das restrições afetou também os bastidores da delegação, resultando na negação completa do visto de entrada para Mehdi Taj, presidente da Federação de Futebol do Irã.
Além do desgaste logístico decorrente do vaivém fronteiriço, a seleção iraniana e as demais concorrentes precisarão lidar com condições meteorológicas severas durante o torneio. A Copa do Mundo de 2026 ocorre durante o ápice do verão norte-americano, período caracterizado por temperaturas extremas, tempestades frequentes, incidência de raios e chuvas volumosas. Diante do cenário de forte instabilidade climática, a Fifa e as autoridades locais já traçaram planos de contingência e se preparam para eventuais paralisações temporárias das partidas ao longo da competição.
