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Ginasta ucraniana lidera grupo de atletas europeus no revezamento da tocha olímpica na França

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O revezamento da tocha olímpica pelas ruas de Marselha nesta quinta-feira foi uma homenagem ao Dia da Europa e, em especial, para a Ucrânia, devastada pela guerra com a Rússia. Os franceses têm apoiado cada vez mais os ucranianos e fizeram questão que uma atleta daquele país conduzisse o símbolo da principal competição de esportes do planeta. A ginasta Mariia Vysochanska liderou o grupo de 28 atletas que participaram das festividades do dia.

Serão 11 semanas de revezamento pelas ruas da França, até a chegada em Paris, prevista para o dia 26 de julho, antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. Nesta quinta, o jogador de basquete francês Tony Parker e o ex-jogador de futebol Basile Boli foram alguns dos representantes franceses.

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O momento sublime para os ucranianos ocorreu ao meio-dia, quando Vysochanska, apoiada pelos outros 27 atletas e paratletas, recebeu a tocha. Dona de duas medalhas de ouro no Campeonato Europeu de 2020 e presente nos Jogos Olímpicos de Tóquio, a ginasta não conseguiu segurar a emoção.

"É muito difícil colocar em palavras todas as emoções que sinto", disse a atleta de 21 anos. "Sinto orgulho e uma felicidade incrível por a Ucrânia ter se tornado o 28º país (a carregar a chama com os países da União Europeia) e pelo nosso capitão ter me honrado ao me deixar carregar a chama olímpica."

A vice-ministra dos Esportes da Ucrânia, Viktoriia Riasna, também não se conteve. Ela expressou toda sua alegria e gratidão para com o apoio recebido dos franceses. "A Ucrânia é a Europa. A Ucrânia tornou-se hoje a capitã da passagem da tocha, juntamente com outros 27 representantes de países da UE. Isso significa muito para nós. E eu realmente espero que isso signifique muito para a União Europeia" frisou Riasna.

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"É uma forma de realmente insistir na nossa solidariedade para com a Ucrânia", disse Oudéa-Castéra, ministra francesa de esportes, uma das responsáveis por convidar Vysochanska. "Estamos fazendo muito para garantir que eles (atletas ucranianos) possam se preparar nas melhores condições possíveis num momento em que enfrentam essa terrível guerra de agressão, e queremos realmente expressar que os apoiamos da melhor maneira que podemos."

Por causa dos ataques da Rússia à Ucrânia, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou no começo do ano que atletas russos e belarussos não participarão na cerimônia de abertura dos Jogos de Paris-2024 e que vão passar por um processo de verificação em duas etapas para competir sob uma bandeira neutra.

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