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Fomos acusados de 'assassinato', mas ninguém sabe onde está o corpo, diz ex-presidente do Barça

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O ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell usou palavras fortes nesta terça-feira para se defender das acusações no Caso Negreira. Ele afirmou que não há evidências sobre irregularidades na arbitragem das partidas do time catalão durante sua gestão e lembrou que o time contava com alguns dos melhores jogadores do mundo na época.

"Tínhamos um tal de Messi, Busquets, um Alba, um Iniesta, um tal de Pep (Guardiola) no banco de reservas. E dizer que ganhávamos os jogos por causa do Negreira é algo muito brutal. A RFEF (Real Federação Espanhola de Futebol) já disse que não teve nenhuma influência sobre a escolha dos árbitros. Fomos acusados de assassinato, mas não se sabe onde está o corpo ou a pessoa assassinada", afirmou Rosell, em entrevista às rádios Catalunya Radio e RAC1.

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O chamado Caso Negreira é uma denúncia grave contra o Barcelona que surgiu em março deste ano. Apuração inicial sugere que o clube teria pagado 7,3 milhões de euros (cerca de R$ 38,89 milhões) a José Maria Enríquez Negreira enquanto ele exercia a função de vice-presidente da Comissão de Arbitragem da RFEF, entre 2000 e 2018. Em outras palavras, o clube teria sido ajudado pela arbitragem nesse mesmo período.

Na mesma entrevista, Rosell reconheceu que conhecia Negreira, mas negou ter pagado qualquer valor ao então dirigente da arbitragem espanhola. "Claro que eu sabia quem ele era, foi o homem que fazia os relatórios de árbitros do Barça durante toda a sua vida. Qualquer grande equipe no mundo faz relatórios de arbitragem, só falta um pedaço essencial nesta história, que é o fato de que você não sabia como ele iria apitar", comentou.

Rosell é um dos acusados pela Justiça de envolvimento no caso, ao lado do também ex-presidente Josep Maria Bartomeu, dos ex-executivos Oscar Grau e Albert Soler e do próprio clube. A direção atual do Barça nega qualquer acusação de corrupção e alega que os pagamentos se referem à contratação de Negreira como consultor de arbitragem para orientação do elenco e da comissão técnica.

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Do ponto de vista esportivo, o clube catalão não corre o risco de sofrer punições, uma vez que o caso já prescreveu. Mas há risco de sanções na esfera da Uefa, além da Justiça comum.

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