Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Esportes
publicidade
ESPORTES

Fim do tumultuado 'Brasileirão da covid' traz alívio à CBF

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Campeonato Brasileiro mais tumultuado do século, o "Brasileirão da covid" chegou ao fim nesta quinta-feira com sentimento de alívio para a CBF e os clubes. A maratona de 380 jogos concentrados em pouco mais de seis meses foi considerada por todos como uma espécie de sufoco necessário. O calendário congestionado, os desfalques gerados pelo novo coronavírus e o desgaste dos times foram prejuízos menores do que cancelar a competição e abrir mão de verbas de transmissão e patrocínio.

"Mais do que um alívio, terminar o Brasileirão é um sentimento de sucesso e de coragem. Não houve nenhum outro calendário no mundo que não tenha sido encurtado ou com torneios cancelados. Tivemos gestão capaz de enfrentar a crise", disse ao Estadão o secretário geral da CBF, Walter Feldman.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A coragem teve um preço. Alguns times encararam surtos de covid-19, alguns com cerca de 20 casos simultâneos, como Flamengo, Palmeiras e Goiás. A falta de datas no calendário atrasou diversos jogos e fez com que somente na 36.ª rodada todos os times tivessem o mesmo número de partidas disputadas. Teve futebol no domingo de carnaval e equipes que entraram em campo somente dois dias depois do compromisso anterior.

"Se o futebol não tivesse voltado, o desemprego nos clubes seria gigantesco. Eles estariam em uma condição pré-falimentar. O público também não teria divertimento. Mais do que nunca, o futebol se tornou fundamental", disse Feldman. Para compensar a falta de bilheteria nos jogos, a CBF abriu o cofre. A entidade abriu uma linha de crédito de R$ 100 milhões para os times da Série A e bancou todos os testes de covid-19.

"A maior contribuição da CBF é manter a estabilidade das competições previstas no calendário, garantindo aos clubes o cumprimento de seus contratos de patrocínio e direitos de transmissão", disse o presidente da entidade, Rogério Caboclo. Antes de cada rodada, todos os jogadores, membros da comissão técnica e árbitros passaram por exames PCR.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A falta de dinheiro e os seguidos desfalques causados pelo coronavírus levaram os clubes a apostarem nas categorias de base. O Santos, por exemplo, até escalou o atacante Ângelo, de apenas 15 anos. Um estudo do Centro Internacional de Estudos de Esporte, na Suíça, comprovou essa mudança. Em comparação ao Brasileirão de 2019, a presença de jogadores revelados nos próprios clubes aumentou de 14,7% para 18,5%. Por outro lado, houve uma redução na quantidade de jogadores recém-contratados escalados. Caiu de 46,7% para 41,8%.

LIÇÕES - Quem acompanha o futebol avalia que o Brasileirão tumultuado pela pandemia pode deixar algumas lições. A principal delas é discutir a quantidade de partidas. "O calendário tem de ser repensado. São muitos jogos para poucos dias", disse ao Estadão o ex-técnico Carlos Alberto Parreira.

Na opinião dele, o nível da competição foi baixo por causa do excesso de jogos. "É claro que essa maratona atrapalha, o ritmo não é o mesmo, nem a velocidade, nem o rendimento. Aumentam a margem de erro e as contusões. Falta tempo de recuperação", explicou treinador campeão mundial em 1994.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Esportes

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV