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FIA rejeita recurso da Ferrari e mantém punição a Sainz Jr. no GP da Austrália

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A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) rejeitou nesta terça-feira o recurso em que a Ferrari pedia a anulação da punição aplicada ao espanhol Carlos Sainz Jr. no GP da Austrália de Fórmula 1. O time italiano tentava reaver a posição final de prova do piloto, que terminou em 4º lugar.

Sainz sofreu sanção que acrescentou cinco segundos em seu tempo final de prova por ter causado batida com Fernando Alonso, da Aston Martin, na relargada da corrida disputada no dia 2 deste mês. A prova terminou com o safety car na pista, o que impediu o espanhol de tentar melhorar sua posição final, já sabendo da punição que receberia.

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Assim, ele terminou em quarto, mas, com o acréscimo do tempo da sanção, acabou caindo para o 12º lugar, fora da zona de pontuação. A Ferrari, então, apresentou recurso para tentar anular a suspensão. Diante dos comissários da FIA, o time italiano mostrou dados de telemetria, uma declaração de Sainz e comentários de outros pilotos que, em tese, ajudariam na defesa do espanhol.

O argumento principal era de que Sainz tinha baixa aderência com seus pneus frios e tinha o sol diante de si, o que teria atrapalhado a sua visão na relargada. Os comissários, contudo, rejeitaram a defesa da Ferrari. Um deles foi o brasileiro Enrique Bernoldi, que foi piloto da F-1 entre 2001 e 2002.

Eles alegaram que "não há nenhum elemento relevante ou significativo" na argumentação do time italiano. "As condições da pista e dos pneus são coisas que cada competidor precisa levar em conta e se adaptar. Ao tentar frear tarde enquanto estava disputando (com Pierre Gasly), Sainz adotou o risco que, como piloto poderia perder o controle do seu carro. Neste caso, o risco de materializou, com a consequência da colisão."

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