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Espanha se opõe à declaração conjunta da UE e não assina declaração que confronta Superliga

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A Espanha foi o único membro da União Europeia a se recusar a assinar uma declaração conjunta sobre esportes divulgada pela França nesta quinta-feira. O motivo da negativa é que o governo de Madri viu a iniciativa como um ataque prematuro à Superliga Europeia, torneio cogitado por alguns dirigentes de clubes europeus como concorrente da Liga dos Campeões.

O Ministério do Esporte da França divulgou a declaração assinada pelos outros 25 estados membros da UE. Embora a Superliga não seja explicitamente mencionada, o comunicado dá o tom de que a igualdade entre os clubes deve ser respeitada.

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Parte do texto diz que a UE "convida os órgãos dirigentes do desporto a organizar competições desportivas em conformidade com os princípios de abertura, igualdade de oportunidades, mérito desportivo, ligação entre o desempenho anual em competições nacionais e todas as competições europeias".

O Conselho Superior do Esporte da Espanha considerou essa linguagem uma crítica à Superliga, que tem como principais pilares os gigantes espanhóis Real Madrid e Barcelona.

O órgão espanhol disse nesta quinta-feira, em comunicado, que seu governo não quer assumir uma posição formal sobre a Superliga até que um tribunal espanhol decida sobre um caso movido pelos apoiadores da liga contra a Uefa.

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Em vez disso, a Espanha disse que irá propor um novo encontro formal dos ministros do esporte dos estados da UE, com uma data ainda a ser agendada, para discutir a questão da Superliga.

Inicialmente, os planos para a Superliga foram revelados em 2021 e incluíam alguns dos clubes mais tradicionais da Europa. O torneio de elite proposto com 20 equipes teria protegido 15 dos principais clubes do rebaixamento e substituiria efetivamente a Liga dos Campeões, torneio de elite de clubes da Europa organizado pela Uefa, através das federações nacionais de futebol.

Esses planos rapidamente desmoronaram sob a pressão dos torcedores, do governo inglês e das ligas nacionais da Europa - incluindo a espanhola LaLiga, que organiza o Campeonato Espanhol e se opõe veementemente à Superliga. Apenas o Real Madrid, cujo presidente Florentino Pérez foi um dos principais idealizadores do projeto, e o Barcelona permaneceram a favor da ideia.

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Eles levaram o caso à Justiça e ganharam uma decisão no ano passado no Tribunal de Justiça da União Europeia, que decidiu que a Uefa e a Fifa agiram contrariamente à lei da concorrência da UE ao bloquear os planos para uma nova competição. Desde então, a Superliga lançou um plano de competição modificado que incluiria rebaixamento e promoção. O presidente francês, Emmanuel Macron, tentar liderar um impulso a favor do modelo tradicional de competição desde a vitória da Superliga no tribunal.

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