Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Esportes

publicidade
ESPORTES

Entenda por que a Copa do Brasil paga premiação de quase o dobro do Brasileirão

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

As semifinais da Copa do Brasil começam nesta quarta-feira com os confrontos entre Fluminense e Corinthians, no Maracanã, e São Paulo e Flamengo, no Morumbi. Cinco anos após uma mudança na premiação, o torneio se consolidou como o mais rentável do futebol brasileiro, e tem despertado o interesse dos clubes pelo montante de dinheiro de suas cotas a cada fase vencida. O clube que for campeão vai receber R$ 60 milhões. O Brasileirão, após suas 38 rodadas, em comparação, paga ao vencedor R$ 33 milhões, quase metade.

A mudança de patamar ocorreu na temporada 2018. A partir daquela edição, o prêmio de campeão saltou de R$ 5 milhões para R$ 50 milhões. Além disso, os valores têm tido reajustes anuais. Os clubes também recebem suas cotas assim que as etapas são superadas, reforçando seus caixas durante a disputa e não somente ao fim dela.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Especialista em geração de receitas na indústria esportiva, Armênio Neto explica o motivo de o torneio ser considerado um produto mais bem acabado e completo para os patrocinadores. "Claro que o Brasileirão tem o seu valor, mas são produtos diferentes, desde o formato da competição, frequência de partidas, abrangência e até mesmo a forma como foram concebidos e geridos comercialmente. Quando uma empresa patrocina a Copa do Brasil, ela se faz presente em todas as propriedades, inclusive com realização de ativações e hospitalidade nas principais partidas. Já no Brasileirão é um modelo híbrido, porque os clubes fazem a gestão dos seus jogos, focados em seus próprios patrocinadores."

Outro fator diferencial na Copa do Brasil, na visão de dirigentes, é o fato de ser o mais democrático do País, uma vez que há equipes de diferentes divisões ou competições regionais.

Júnior Chávare, dirigente de futebol que trabalhou no Atlético-MG, São Paulo e Grêmio, ressalta o valor da competição para os clubes. "Além da premiação, que é muito significativa, existe a possibilidade de ter um caminho mais curto para a Libertadores. Ou seja, essa somatória de democratização no futebol junto com as possibilidades reais que cada clube passa a ter pelos enfrentamentos diretos e as questões financeiras são fatores preponderantes para que esse torneio seja de alta relevância aos clubes", explicou. A Copa do Brasil dá vaga para a Copa Libertadores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para as equipes de divisões inferiores e sem o mesmo poderio financeiro que os considerados gigantes do futebol brasileiro, a participação na Copa do Brasil pode fazer uma diferença brutal no planejamento da temporada.

Nos últimos anos, os clubes menores, sem tantas condições de investimentos, aproveitaram o dinheiro arrecadado com as classificações nas fases preliminares da Copa do Brasil para investir na estrutura. Em 2020, o Afogados eliminou o Atlético-MG nos pênaltis e garantiu uma premiação de quase R$ 3 milhões, dinheiro que não ganharia em qualquer outra disputa. O time aproveitou o valor para construir um novo Centro de Treinamento, dando um passo à frente em sua estrutura.

Outro exemplo é o Juazeirense, que comprou um ônibus e começou a construir seu CT ao passar por três fases. Em 2021, a equipe baiana arrecadou R$ 5,9 milhões em prêmios e parou nas oitavas de finais, após eliminar Sport, Volta Redonda e Cruzeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Esportes

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV