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Douglas Santos disse 'não' à Rússia por sonho de defender o Brasil: 'Nunca deixei de acreditar'

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Campeão olímpico em 2016 e revelação da posição na época, o lateral-esquerdo Douglas Santos jamais deixou de sonhar em atuar na seleção brasileira principal após aquela conquista. Mas acabou esquecido. Foram mais de nove anos de espera, na qual ele teve a oportunidade de defender a Rússia, onde se destaca até hoje pelo Zenit. Mesmo naturalizado e cotado para jogar pela esquadra europeia, ele optou por aguardar a oportunidade e agora celebra a volta por cima.

Presença quase certa na lista dos 26 convocados a ser anunciada por Carlo Ancelotti na segunda-feira, a revelação do Náutico que começou a brilhar pelo Atlético-MG deu entrevista à Fifa e garantiu que jamais desistiu de vestir novamente as cores verde e amarelo.

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"Claro que em alguns momentos a gente pensa que não vai mais ser chamado. Mas eu nunca deixei de trabalhar e acreditar. Continuei fazendo meu trabalho nos clubes, buscando evoluir e manter a regularidade. Então, quando a oportunidade voltou a aparecer, estava preparado para aproveitar", destacou.

Aos 32 anos e ainda no Zenit, Douglas Santos mostra respeito à Rússia, mas explica sua decisão. "Eu sempre tive muito respeito pela Rússia, pelo país onde construí uma parte importante da minha carreira. Mas vestir a camisa da seleção brasileira sempre foi um sonho. Então minha prioridade sempre foi o Brasil", frisou. "Quando você nasce no Brasil, cresce vendendo a Copa do Mundo e sonhando com a seleção, isso pesa muito no coração", disse.

A primeira convocação veio em 2025, quando Ancelotti anunciou os nomes para duelos com Chile e Bolívia pelas Eliminatórias. Desde então, o italiano vem contando com o jogador em frequência - perdeu amistosos em março por lesão - e elogiando o lateral.

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Douglas Santos lembra das primeira recomendações neste retorno à seleção após quase uma década. "Eles pediram para eu ser o mesmo jogador que vinha sendo no clube: competitivo, equilibrado defensivamente e participando agressivamente quando necessário. O professor Ancelotti passa muita confiança para o jogador. Ele conversa bastante, explica o que espera taticamente, mas também dá liberdade para você jogar com personalidade", explicou.

Acompanhando a seleção desde 2002, quando vibrou com os dois gols de Ronaldo na final contra a Alemanha, Douglas Santos se mostra antenado aos rivais de 2026, Marrocos, Haiti e Escócia, e confiante. "A torcida brasileira sempre tem motivo para acreditar. A seleção tem talento, experiência e jogadores acostumados a grandes jogos. O objetivo é chegar o mais longe possível e lutar pelo hexa até o último minuto", disse.

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