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Dorival trata chance de assumir seleção brasileira como assunto 'distante e vago'

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Dorival Júnior desconversou a respeito da possibilidade de assumir a seleção brasileira. Depois de conquistar a Libertadores em Guayaquil, no Equador, o treinador do Flamengo foi questionado sobre a chance de suceder Tite, e preferiu não se aprofundar sobre a questão, até porque ele sequer sabe ainda se continuará seu trabalho no clube carioca, com o qual tem contrato curto, até o fim deste ano.

"Caso haja a possibilidade (de assumir a Seleção), isso seria após Copa do Mundo. Você postula uma condição como essa, mas é tudo ainda muito distante e muito vago", respondeu o treinador campeão da Libertadores.

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"É muito difícil falar sobre hipóteses na minha posição", emendou. Ele não se furtou de expressar, porém, o desejo de estender seu vínculo com o Flamengo, o que deve acontecer. "Meu maior prêmio seria continuar e dar sequência ao trabalho".

Recentemente, o presidente Ednaldo Rodrigues ressaltou que teria de citar mais de dez nomes com capacidade de assumir a seleção brasileira após a Copa do Mundo do Catar. E entre eles estaria Dorival, além de Fernando Diniz, técnico do Fluminense, e o português Abel Ferreira, que dirige o Palmeiras há dois anos.

"Temos grandes profissionais no país, muitos respeitados, que também tem o merecimento uma oportunidade à frente da seleção", pontuou Dorival. Tite, cabe lembrar, avisou há algum tempo que deixará o comando do Brasil depois do Mundial.

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"O Tite é um dos grandes profissionais do futebol mundial, de altíssimo nível. Não se esse caminho vai ser realmente tomado, mas vamos ficar na torcida do Brasil conquistar o título mundial", limitou-se a dizer o comandante rubro-negro.

Treinador há quase duas décadas, Dorival Júnior, sobrinho do ex-jogador Dudu, protagonizou uma virada em sua carreira na terceira chance que recebeu no Flamengo. Ele havia ficado um ano e meio desempregado antes de acertar com o Ceará, no qual voltou a se destacar no início deste ano. O seu trabalho à frente do time cearense chamou a atenção dos dirigentes rubro-negros, que precisavam de um substituto para o português Paulo Sousa.

Dorival não hesitou em aceitar o convite e, sem muitas mudanças profundas - a principal delas adicionar Pedro no ataque ao lado de Gabigol - ajustou o Flamengo e conduziu a equipe às conquistas da Copa do Brasil e da Libertadores. "Colocamos o clube em uma condição que poucos acreditavam esse ano. Isso é fruto de muita dedicação de quem está lá dentro", argumentou.

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Dorival soma 26 vitórias, sete empates e seis derrotas em 39 jogos, o que resulta em um aproveitamento de 72,6% até o momento. Resta saber se ele ficará no ano que vem, quando o Flamengo tentará ser campeão mundial.

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