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Diretora de Roland Garros aponta jogos femininos menos atrativos que masculinos

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Amelie Mauresmo, ex-número 1 do ranking mundial e atual diretora do Torneio de Roland Garros, disse nesta quarta-feira que nove das dez sessões noturnas do Grand Slam francês contaram com partidas masculinas

porque o tênis feminino atualmente tem menos "atração".

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Falando na tradicional conferência de imprensa da segunda semana para discutir pontos importantes do torneio, Mauresmo disse que tentava diariamente encontrar um duelo de mulheres que tivesse a presença de estrelas ou uma partida digna de ser destacada na sessão da noite na quadra Philippe Chatrier. "Admito que foi difícil", disse Mauresmo, uma francesa de 42 anos.

A atual número 1 do mundo, a polonesa Iga Swiatek, afirmou após sua vitória nas quartas de final, nesta quarta-feira, que considerou os comentários de Mauresmo "um pouco decepcionantes e surpreendentes".

"É a opinião de cada pessoa se eles gostam mais do tênis masculino ou do tênis feminino. Acho que o tênis feminino tem muitas vantagens", disse Swiatek, campeão em Roland Garros em 2020 e dina d uma invencibilidade de 33 partidas na temporada. "E alguns podem dizer que os jogos são imprevisíveis e que as mulheres não são consistentes. Mas por outro lado, pode ser algo realmente atraente para muitas pessoas."

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Este ano, Roland Garros começou em 22 de maio e vai terminar no domingo. A última de dez sessões noturnas foi agendada para esta quarta-feira. O único jogo de mulheres disputado neste horário foi a vitória da francesa Alizé Canto sobre a letã Jelena Ostapenko na segunda rodada.

"Nesta era em que estamos, eu não me sinto - como uma mulher e como ex-tenista - mal ou injusta quando digo que, neste momento, há mais atrativo nas partidas masculinas", reafirmou Mauresmo.

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