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Correção: 'Apenas o futebol não sustenta o business', diz vice da WTorre sobre Nubank Parque

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Na edição enviada anteriormente o novo nome do estádio do Palmeiras estava com a grafia errada. O correto é Nubank Parque. Segue versão corrigida:

Marcelo Frazão, vice-presidente de entretenimento da WTorre, foi enfático ao comentar o futuro das arenas esportivas durante a palestra realizada na São Paulo Innovation Week (SPIW), maior festival global de tecnologia e inovação, realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap, nesta quinta-feira, 14. Questionado sobre os desafios de conciliar partidas com shows e outros eventos, o executivo da empresa que administra o Nubank Parque, estádio do Palmeiras, afirma que somente a realização de partidas não garante a sustentabilidade do modelo de negócio adotado pela parceria.

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"Apenas o futebol não sustenta o business", diz Frazão. O executivo afirmou que o modelo de arena multiuso exige planejamento conjunto entre clubes e concessionárias, destacando que o futebol representa apenas parte da ocupação necessária para manter o negócio sustentável. "O futebol é uma âncora do negócio, mas tem apenas 35 datas no ano. O Nubank Parque deve ter cerca de 45 shows e eventos em 2026", afirmou.

Frazão explicou que o crescimento da demanda por experiências presenciais aumentou a pressão sobre a infraestrutura brasileira. "Em um momento tão intermediado por telas, o ao vivo virou artigo de luxo, que as pessoas pagam caro, e no Brasil falta infraestrutura para a demanda de eventos", disse. Segundo ele, arenas multiuso precisam ser desenhadas para receber diferentes formatos de entretenimento, algo que, na visão do executivo, não ocorreu com boa parte dos estádios reformados para a Copa do Mundo de 2014.

Na visão da WTorre, a convivência entre futebol e grandes eventos depende de alinhamento entre os diferentes agentes envolvidos. Frazão destacou que, após divergências iniciais, o Palmeiras e a concessionária passaram a trabalhar com "janelas inegociáveis" para espetáculos e partidas.

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O avanço das arenas privadas e os desafios de infraestrutura também foram abordados por Sergio Schildt, presidente da Recoma, empresa de engenharia que atua há 45 anos no setor esportivo. Para ele, o crescimento do modelo no Brasil abriu espaço para empresas especializadas em transformar estádios em equipamentos de múltiplo uso.

"Está crescendo no Brasil o número de estádios privados. Antigamente eles eram todos públicos. É aí que entram empresas voltadas ao desenvolvimento de espetáculos e jogos, para garantir múltiplo uso, sustentabilidade econômica e performance esportiva", explicou Schildt, que ressaltou a complexidade de equilibrar a realização de eventos com a preservação da qualidade dos gramados.

"As polêmicas que envolvem gramado sintético envolvem pessoas que estão olhando para o retrovisor. A evolução da grama sintética entrega um campo próximo do natural e estamos convencidos de que é a melhor solução neste momento para atender a demanda de múltiplos eventos", afirmou.

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Leonardo Barbosa, diretor de operações do Atlético-MG, explicou que as novas arenas já são concebidas para permitir a convivência entre futebol e entretenimento. "Quando pensamos em estádio com acesso de carreta, escoamento de palco, é para permitir o uso conjunto de futebol com shows e eventos, até mesmo simultâneos", disse.

O dirigente reconheceu, porém, que o calendário esportivo ainda impõe a necessidade de concessões. "Temos uma premissa de que o Atlético não pode perder partidas, mas as turnês são feitas com antecedência e precisamos abrir mão de alguns jogos", afirmou.

Barbosa também saiu em defesa do gramado sintético e reforçou a percepção positiva dos atletas diante das novas tecnologias. "A grama sintética que existe hoje é muito boa. Perguntei para o Hulk depois que colocamos a nossa (na Arena MRV) e ele disse que estava 'gostosa de jogar'. As tecnologias estão avançando e essa é a melhor solução neste momento para fazermos mais eventos e mais jogos", concluiu.

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O São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação, é realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap, até sexta, 15. Entre os mais de 2 mil palestrantes convidados para os três dias do evento estão especialistas brasileiros e estrangeiros em áreas como ciência, saúde, educação, agronegócio, finanças, mobilidade, geopolítica, esportes, sustentabilidade, arte, música e filosofia, entre muitas outras.M

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