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Corinthians: grupo de sócios e conselheiros protocolam pedido de impeachment contra Stábile

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Um grupo de conselheiros e associados do Corinthians protocolou, na manhã desta quarta-feira, um pedido formal de impeachment contra o presidente Osmar Stábile no Conselho Deliberativo do clube. O grupo solicita o afastamento cautelar do dirigente para a apuração dos fatos. A reportagem entrou em contato com o dirigente, que ainda não se posicionou. A matéria será atualizada em caso de manifestação.

A informação foi divulgada inicialmente pelo Uol e confirmada pelo Estadão. Segundo o documento, ao qual a reportagem teve acesso, o pedido de destituição é fundamentado em "graves violações estatutárias e legais que comprometeriam a integridade e a saúde financeira da instituição", como infração a normas do Estatuto Social e da Lei Geral do Esporte.

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A principal motivação do pedido é uma suposta oneração irregular do Parque São Jorge. Em janeiro de 2026, o clube firmou um acordo de transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para regularizar uma dívida de aproximadamente R$ 1,2 bilhão. Como garantia para o pagamento, a diretoria ofereceu o conjunto de imóveis que compõem a sede social do clube, avaliado em R$ 602,2 milhões.

Em contrapartida, os autores do pedido de impeachment afirmam que tal ato violou o Artigo 3º do Estatuto Social, que exige a aprovação de pelo menos 2/3 dos conselheiros em reunião especificamente convocada para este fim, rito que não teria sido seguido.

O pedido destaca a "falta de transparência e o descumprimento de deveres de gestão". A atual diretoria é acusada de ignorar sistematicamente requerimentos formais sobre diferentes temas, como a manutenção da Neo Química Arena, a substituição da administradora do fundo da Arena e a política de distribuição de ingressos.

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Outro ponto citado é a admissão, pelo próprio presidente em entrevista, da existência de "funcionários fantasmas" na folha de pagamento do clube, o que configuraria má gestão de recursos e possível fraude.

O documento também aponta o descumprimento dos prazos legais para a divulgação do balanço financeiro de 2025. Segundo as fontes, o balanço deveria ter sido publicado até o último dia de março de 2026, conforme previsto na Lei das S.A. e no Estatuto do clube, mas a omissão impede a fiscalização adequada pelos órgãos de controle e pelos associados.

O pedido de impeachment é assinado pelos seguintes conselheiros e associados: Marcelo Kahan Mandel, Antonio Roque Citadini, Fernando Perino, Yun Ki Lee, Peterson Ruan Aiello do Couto Ramos, José Augusto Mendes, Alexandre Germano, Cyrillo Cavalheiro Neto, Wilson Canhedo Jr.

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Leonardo Pantaleão, que assumiu o comando do Conselho Deliberativo após o afastamento de Romeu Tuma Jr, tem cinco dias para encaminhar o documento à Comissão de Ética, de acordo com os ritos do clube.

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