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Corinthians bate o São Paulo em clássico bem jogado em Itaquera, mas segue na luta contra o Z-4

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O Corinthians conquistou importante vitória neste domingo, dia 10, pela 15ª rodada do Brasileirão. Depois de um primeiro tempo equilibrado e de bom nível, o time alvinegro deslanchou no segundo tempo e venceu o São Paulo por 3 a 2. Raniele, Matheuzinho e Breno Bidon marcaram pela equipe da casa, enquanto Luciano descontou para os visitantes e Matheuzinho, contra, fez o segundo gol tricolor.

Com o resultado, o Corinthians chegou a 18 pontos Enquanto o conjunto são-paulino segue estacionado nos 24 e pede a chance de se aproximar dos primeiros colocados na classificação.

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Apesar do tempo frio e chuvoso em Itaquera, Corinthians e São Paulo fizeram um clássico extremamente quente, especialmente no primeiro tempo. Os primeiros 45 minutos ainda terminaram com uma confusão generalizada, obrigando o árbitro Anderson Daronco a conter os ânimos e distribuir cartões amarelos.

Tudo começou no gol de empate de Luciano, aos 40 minutos. O camisa 10 do São Paulo recebeu uma assistência de Bobadilla, que desarmou Raniele numa saída de bola do Corinthians. O atacante só teve o trabalho de empurrar para o gol. Na comemoração, foi até a bandeirinha de escanteio, mas não a chutou, como fez outras vezes.

Outros jogadores do São Paulo chegaram para abraçá-lo. Na celebração, Calleri foi atingido na mão por um óculos e um cigarro eletrônico vindos da arquibancada. O camisa 9 ficou no chão com as mãos na nuca, quando Matheus Bidu chegou para levantá-lo. A confusão começou aí e, após bons minutos e muito empurra-empurra, os ânimos foram contidos. Daronco distribuiu cartões amarelos, mas não reiniciou a partida prontamente.

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O VAR analisou algumas imagens sobre um possível gesto obsceno de Bobadilla. O árbitro de campo verificou as imagens e concluiu que o paraguaio do São Paulo não tocou suas genitais. Por isso, não o puniu com cartão vermelho. Sete minutos de acréscimos foram adicionados por conta de toda a demora - que levou bem mais do que sete minutos.

Se nos instantes finais o jogo foi quente, com a bola rolando o clima foi o mesmo. Não foi um primeiro tempo faltoso, muito pelo contrário. O Corinthians explorou bem o meio, com Rodrigo Garro e André Carrillo comandando as ações, enquanto o São Paulo explorou a velocidade dos seus pontas, chegando algumas vezes ao gol de Hugo Souza.

O empate estava justo, o jogo estava bom, e a primeira bola nas redes veio aos 16 minutos. Foi numa cobrança de escanteio que Raniele abriu o placar. O volante desviou a bola aérea na primeira trave, sem chances para Rafael, que apenas observou. Os jogadores são-paulinos reclamaram de um empurrão em Luciano, mas ADaronco não cedeu.

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A volta dos vestiários prometia um bom desempenho técnico e tático das duas equipes, assim como foi nos primeiros 45 minutos. Mas no lugar disso, o que se teve foi um atraso por conta da torcida do Corinthians, que atirou diversos papeis em campo, obrigado a limpeza por parte dos funcionários da Neo Química Arena. Os tradicionais 15 minutos se tornaram 23.

Iniciada a partida, os dois times voltaram exatamente os mesmos, com as mesmas formações e vontades de jogar bola. E Matheuzinho logo tratou de fazer uma pintura para recolocar o Corinthians à frente no placar. Depois de tabelar com Carrillo e deixar Ferreira no chão, o lateral alvinegro acertou um lindo chute da entrada da área e a bola dormiu no fundo das redes do goleiro Rafael.

O gol expôs o maior ponto fraco do setor defensivo do São Paulo: o meio de campo. Tanto é que o terceiro gol não demorou a sair. Rodrigo Garro recebeu a bola de Matheus Bidu e teve toda liberdade necessária para pensar o jogo e avançar na intermediária tricolor. Por fim, ele encontrou Breno Bidon na entrada da área. O camisa 7 teve paciência e calma para dominar, ajeitar e chapar a bola para o fundo das redes.

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A comissão técnica de Roger Machado ficou apática e o treinador sequer reagiu após o terceiro gol corintiano. Dentro de campo, o São Paulo continuou pressionando, não se deu por vencido, mas também não criou jogadas eficazes para buscar o segundo gol. As entradas de Cauly e Luan não mudaram o patamar o time visitante - pelo contrário. Foi o Corinthians que continuou a crescer e criar melhores chances.

Se os jogadores do São Paulo não conseguiram fazer o segundo, o time do MorumBis contou com a sorte e o azar de Matheuzinho para diminuir a desvantagem. Cauly levantou a bola em cobrança de escanteio e o lateral corintiano errou na tentativa de afastar a bola.

Seis minutos foram acrescentados, mas não foram suficientes para um empate para o time do São Paulo. O tempo voltou a esquentar graças a um estranhamento entre Luan e Labyad, mas o placar não se alterou por causa disso.

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O Corinthians agora vira as atenções para a Copa do Brasil. O time do Parque São Jorge encara o Barra FC, na quinta-feira, dia 14, pela partida de volta (duelo de ida foi 1 a 0 para o Corinthians). Já o São Paulo se prepara para visitar o Juventude também pela Copa do Brasil na quarta-feira, dia 13 (jogo de ida foi 1 a 0 para o clube do MorumBis).

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 3 x 2 SÃO PAULO

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CORINTHIANS - Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele e Breno Bidon; Carrillo (Dieguinho), Garro (Labyad) e Lingard; Yuri Alberto (Pedro Raul). Técnico: Fernando Diniz.

SÃO PAULO - Rafael; Cédric Soares, Dória, Sabino e Enzo Díaz (Wendell); Bobadilla (André Silva), Danielzinho (Luan) e Artur; Luciano, Calleri e Ferreira (Cauly). Técnico: Roger Machado.

GOLS - Raniele, aos 16 minutos, Luciano aos 40 minutos do primeiro tempo; Matheuzinho, aos 6 minutos, Breno Bidon aos 11 minutos, Matheuzinho (contra) aos 43 minutos do segundo tempo.

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CARTÕES AMARELOS - Matheus Bidu, Gabriel Paulista, Labyad, Pedro Raul (Corinthians); Calleri, Sabino, Enzo Díaz, Luan (São Paulo).

JUIZ - Anderson Daronco.

PÚBLICO - 37.791 torcedores.

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RENDA - R$ 2.790.050,58.

LOCAL - Neo Química Arena (SP).

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