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COI apoia Agência Mundial de Antidoping após escândalo de nadadores chineses

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O Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou nesta quinta-feira comunicado no qual expressa "total confiança" na Agência Mundial de Antidoping (AMA), envolvida em um escândalo no qual 23 nadadores chineses testaram positivo e foram liberados para competir nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Um relatório independente, produzido pelo promotor suíço Eric Cottier, foi divulgado na terça-feira e afirmou que não há nada que demonstre que a AMA favoreceu de alguma forma os nadadores. De acordo com uma investigação chinesa, os atletas foram expostos inadvertidamente à trimetazidina por meio de contaminação. Eles testaram positivo para substância que provoca o aumento do fluxo sanguíneo.

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"Com base neste relatório, o COI reafirma a sua total confiança na AMA e na sua liderança, que implementaram uma série de iniciativas que fortaleceram o sistema nos últimos anos", afirmou o comunicado do COI. "As únicas questões restantes são, portanto, as processuais. A AMA já se comprometeu a abordar quaisquer recomendações processuais que possam ser incluídas no relatório final."

O relatório foi divulgado a poucos dias do início da Olimpíada de Paris, em 26 de julho. Um documento mais completo deve ser apresentado nas próximas semanas e poderá incluir recomendações, mas não deve alterar as conclusões iniciais.

"O COI apela a todas as partes interessadas para que respeitem a autoridade suprema da AMA na luta contra o doping. Este respeito constitui a base sobre a qual a AMA foi fundada e pelo Movimento Olímpico", afirmou o COI. "Este respeito é essencial para qualquer competição internacional justa."

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O relatório foi duramente criticado pelos grupos antidoping FairSport e Global Athlete, que chamaram o processo de "inerentemente falho desde o início devido ao seu escopo e independência limitados".

O chefe da Agência Antidoping dos Estados Unidos, Travis Tygart, fez críticas ao relatório e questionou se a agência global foi capaz de "higienizar" o documento antes da sua divulgação. Um comitê da Câmara dos EUA solicitou em maio ao Departamento de Justiça que iniciasse investigações sobre o caso.

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