Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Esportes

publicidade
ESPORTES

Casares revela redução da dívida em R$ 57 mi, descarta SAF e vê São Paulo 'no caminho correto'

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Cobrado com rigor pela torcida no último jogo no MorumBis - com direito a caixão com seu rosto -, Julio Casares, presidente do São Paulo, quebrou o silêncio e, após mais de quatro anos, voltou a dar uma entrevista coletiva no CT da Barra Funda para dar "explicações à torcida." Tranquilo, disse que aceita as manifestações pacíficas, relevou que o balancete do clube a ser revelado ainda nesta semana trará uma redução na dívida de R$ 57 milhões, descartou uma SAF no momento e disse que o clube "está no caminho certo."

Casares iniciou sua coletiva celebrando a presença dos jornalistas no CT e garantindo que, se cobra transparência da CBF, aparecerá mais para falar sobre o clube e esclarecer cobranças e questionamentos. Explicou que apesar do longo período longe das entrevistas, fez algumas lives e que esse sumiço é "irrelevante."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Na vida a gente tem de fazer alguns ajustes de rota e quando questionei e trabalhei junto ao presidente da CBF sobre transparência, tive de olhar a mim também, ao clube e já havia discutido isso internamente de ao menos em algum período de uma semana, 15 dias, vir aqui atendê-los. Fiz uma reflexão sobre o tema, se a gente busca transparência, tenho de olhar para minha pessoa."

Casares falou de todo assunto, mas procurou focar em notícias boas ao irritado torcedor. A dívida que bateu R$ 968,2 milhões em agosto, segundo o mandatário, será divulgada com uma importante redução de R$ 57 milhões nos próximos dias, com um superávit de R$ 20 milhões, segundo ficou sabendo em reunião diretiva no Morumbi nesta segunda-feira.

Questionado sobre qual motivo teria para dizer ao torcedor que o clube está no "caminho certo", ele usou justamente as finanças do tricolor para defender seu mandato. "(Quando assumi) Tínhamos de reconectar o torcedor com as vitórias, o MorumBis voltou a receber público, bater recordes, tinha um tabu na casa do arquirrival (Corinthians), e a gente quebrou, assim como outros contra Fortaleza, Atlético-MG... isso conta o crescimento da dívida, foi o custo de ser competitivo, mais investimentos. E ganhamos três títulos, dois contra Palmeiras (Supercopa e Paulista) e um com o Flamengo (Copa do Brasil), que são os maiores investimentos do País", explicou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Agora fizemos a opção de buscar o equilíbrio financeiro. A notícia de que estamos no caminho certo é o relatório financeiro de janeiro a setembro que ainda não divulgamos, no qual a dívida reduziu em R$ 57 milhões, com um superávit em 20 milhões. Vai ser como (um relatório) de saúde, divulgado amanhã ou depois", disse.

"Com essa dívida baixando, o viés do superávit demonstra que a segunda parte do mandato, de priorizar revelação da base, e um pilar financeiro de equalização. Já temos bons resultados, reduzir R$ 57 milhões é algo muito importante, as dívidas dos clubes estão subindo e a nossa baixando", comemorou. "Claro, ainda temos outubro, novembro e dezembro e a luta é permanente para reduzir esses números e as conquistas retratam que estamos no caminho correto."

O dirigente aproveitou para descartar uma SAF no clube. Ao menos no momento. "Quando à SAF, no São Paulo ela não pode ser por vontade única, tem de haver um contexto. É uma celeuma maior, você dá a chave (do clube) para o dono e ele faz o que quiser, e já vi muitas bem ruins aqui no Brasil", esclareceu. "É um processo. O São Paulo tem a vantagem da FIP (gestão da base pela Galápagos, com aporte de ao menos R$ 200 milhões sem a parceira ser a administradora do clube), com um investidor com muito recurso e futuros gestores", foi além.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E explicou como queria uma futura SAF no São Paulo. "Se (os conselheiros) decidirem por uma SAF, não será para dar ao investidor pela dívida, e sim para preparar o clube. Se for essa o caminho, que não é pessoal, que o São Paulo entre na mesa (de negociação) adulto, de forma adulta. Uma coisa é entregar por necessidade, outra é trazer com viés de equilíbrio financeira e baixa de dívida, o que são indicadores positivos. Que o investidor olhe o São Paulo de outra forma. Vão ter 50 investidores no mínimo, com ótimas propostas, mas não é o momento."

CRÍTICAS AMENIZADAS

Sobre as críticas, Casares usou o rival Palmeiras para garantir que não se intimida. Em sua visão, se o líder do Brasileirão e nas semifinais da Libertadores passou por cobrança das arquibancadas sobre Abel Ferreira e Leila Pereira e definiu isso como prática da cultura brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Todas as equipes das Séries A e B passam por isso, o torcedor tem direito de fazer sua crítica, desde que pacífica e correta. Vejo com tranquilidade, muita gente forte do futebol, ex-jogadores, salvaram clube com SAF e tiveram protesto, faz parte da cultura do futebol e aceito naturalmente", afirmou.

"Todos são torcedores, tenho relação de respeito com o torcedor comum e o organizado, todos vestem nossa camisa e querem vitória. Tenho muito respeito e esse protesto é normal. Vi há pouco tempo um time que está bem colocado e a torcida cantando contra a presidente e o técnico. É ter tranquilidade e aceitar democraticamente, se for assim pacificamente."

O presidente tricolor garantiu que fez um pacto com os "rivais" na corrida presidencial para o assunto só entrar em pauta após o Brasileirão, o "foco" do momento em busca de vaga na Libertadores e que todos se comprometeram a segui-lo à risca até março de 2026, quando as chapas serão inscritas para pleito em junho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

PLANEJAMENTO INICIADO

Organizando o planejamento para 2026, Casares confia em vaga do time na próxima Libertadores. Mas trabalha com os mais distintos cenários. "Não estamos só contando com a vaga na Libertadores, ela é um potencial de receitas, mas trabalhamos com vários cenários, de pessimista, moderado e otimista. Na hora que sair a definição do Brasileirão, a definição de premiação, vamos lutar pela meta orçamentária com meta de títulos, mas fazer orçamentos com os reais cenários. Objetivo maior é a vaga. Porém, vamos trabalhar totalmente sem pressa, o foco tem de ser o futebol, o Brasileirão."

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Esportes

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV