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Arsenal empata com Atlético de Madrid, continua invicto na Champions e define semi em Londres

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O torcedor que se animou na terça-feira, torceu o nariz e se frustrou nesta quarta. Um dia após um grande espetáculo de futebol na vitória por 5 a 4 do Paris Saint-Germain sobre o Bayern de Munique, viram o Arsenal manter a invencibilidade, mesmo cedendo o 1 a 1 ao Atlético de Madrid, em jogo com gols em pênaltis bobos e questionáveis na Espanha. A segunda semifinal da Champions League foi com menos emoção e teve até vaias aos mandantes no intervalo.

Espanhóis e ingleses queriam apagar o rótulo de "coadjuvantes" da reta final da Champions, mas o duelo no Riyadh Air Metropolitano teve um primeiro tempo decepcionante, com muita marcação e carente de emoções. A segunda etapa melhorou um pouco sob a necessidade de os mandantes empatarem após saírem em desvantagem. Após o 1 a 1, o confronto voltou a ficar amarrado e pobre taticamente.

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A definição do primeiro finalista ocorre na próxima terça-feira, no Emirates Stadium, em Londres, onde o Arsenal ganhou cinco dos seus seis jogos caseiros da atual edição da Champions - empatou para se garantir contra o Sporting, na fase anterior - e apostará na força da torcida pela vaga. Os espanhóis têm na vitória em visita ao Barcelona pelas quartas de final, por 2 a 0, inspiração para acabarem com a invencibilidade inglesa e darem volta por cima no confronto.

O Atlético entrou em campo no Metropolitano com algumas obrigações. Sabia que seu ataque - terceiro melhor da Champions, com 34 gols anotados - tinha de se fazer presente na meta de acabar com a invencibilidade do Arsenal e, em contrapartida, a frágil defesa de3 26 gols sofridos precisava lembrar seus grandes momentos na década, quando foi um martírio para os adversários.

A torcida lotou as arquibancadas para auxiliar os comandados de Diego Simeone diante de um gelado Arsenal, dono da melhor campanha na fase de classificação com oito vitórias e que se tornou um visitante indigesto no mata-mata, somando grande 1 a 1 em Leverkusen, diante do Bayer, pelas oitavas, e batendo o Sporting, nas quartas, por 1 a 0.

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Griezmann, o artilheiro Julián Alvarez, Lookman, além do filho Giuliano Simeone eram as apostas ofensivas do comandante argentino por passo importante à quarta final e à busca do inédito título - perdeu suas três finais, a primeira para o Bayern de Munique e outras duas para o arquirrival Real Madrid.

Do outro Lado, Mikel Arteta tinha no brasileiro Gabriel Magalhães sua grande aposta no comando defensivo dos Gunners, vazado apenas cinco vezes - o adversário "definiu" suas classificações anteriores no primeiro duelo, com 5 a 2 no Tottenham nas oitavas e 2 a 0 no Barcelona, pelas quartas. Sem Havertz, desfalque por lesão, manteve Martinelli, Madueke e Gyokeres na frente, com Saka como opção ao lado de Trossard e Gabriel Jesus.

O jogo começou um tanto sem emoção, até Julián Alvarez exigir grande defesa de Raya aos 14 minutos em batida forte de fora da área. O goleiro voou e espalmou. A resposta veio de imediato com Odegaard travado na hora H por Hancko.

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Diferentemente do jogo da véspera, a vontade de ganhar dava lugar ao medo de perder e, por consequência, os lances de ataques eram raros e sem complemento. A torcida até tentava animar seus ídolos em campo, mas o primeiro tempo foi de dar sono. Até quando tinha campo para contra-atacar, o Arsenal optava por evitar riscos e por manter a posse de bola em toques lentos e sem objetividade.

Em raro lance ofensivo dos ingleses, já no fim, após erro na saída de bola de Alvarez, o árbitro anotou uma penalidade após tranco de Hancko nas costas de Gyokeres. O próprio sueco foi para a cobrança e abriu o marcador.

Precisando dar uma resposta à torcida após fraca primeira etapa, o Atlético até soltou o grito de gol da torcida aos quatro minutos. Mas, a batida de falta de Alvarez foi na rede pelo lado de fora. Ainda viram Raya defender a batida de Lookman e Gabriel Guimarães desviar o toque sutil de Griezmann.

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O Atlético voltou em cima dos ingleses e teve um pênalti a seu favor anotado com auxílio do VAR após toque de mão na área. Com somente 10 minutos, Julián Alvarez assumiu a cobrança e deixou tudo igual no placar. A virada quase veio em batida no travessão de Griezmann.

Vendo o adversário crescer, Mikel Arteta trocou todo seu setor ofensivo, lançando Gabriel Jesus, Saka e Trossard de uma vez só, para tentar mudar a postura apática do Arsenal na frente. Foi Lookman, contudo, quem teve a oportunidade de virar e mandou nas mãos de Raya.

Em dia que poderia terminar de maneira desastrosa, Hancko viu o árbitro anotar seu segundo pênalti infantil na partida, desta vez chegando atrasado e pisando levemente no pé de Eze. O VAR chamou o árbitro e o lance acabou anulado para alivio dos espanhóis, que reclamaram muito na hora da falta anotada.

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Os ingleses gostaram do empate no Metropolitano e agora terão a torcida como combustível por vaga na decisão. Os espanhóis costumam jogar bem fora de casa e confiam em quebrar a invencibilidade dos oponentes daqui seis dias.

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