Alisson cobra solidez: "Equipe vencedora tem que odiar tomar gol"
Camisa 1 garantiu estar 100% fisicamente, elogiou o ambiente transformado pela comissão técnica e destacou o uso de erros passados como aprendizado
A dois dias da estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, o goleiro Alisson manifestou nesta quinta-feira (11) a urgência de uma mudança de postura defensiva na Seleção Brasileira. Durante entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (11 de junho), em Nova Jersey, o camisa 1 minimizou a instabilidade recente do setor e afirmou categoricamente que uma equipe vencedora precisa odiar sofrer gols. O Brasil enfrentará o Marrocos neste sábado, às 19h, abrindo a campanha no torneio em que Alisson atingirá a histórica marca de três participações em Mundiais, igualando-se aos lendários Taffarel e Gylmar dos Santos Neves.
-LEIA MAIS: Após ficar fora da Copa, árbitro somali é escolhido para apitar a Supercopa da Uefa
"Eu, como goleiro, sou o primeiro que sai da partida insatisfeito com o fato de ter sofrido gols. Acho que uma equipe vencedora tem que odiar tomar gol, o adversário tem que trabalhar muito forte para fazer gol. A gente está tentando criar essa mentalidade aqui", disse.
A solidez lá atrás tornou-se o principal foco de debate após o time comandado por Carlo Ancelotti ser vazado em todos os quatro amistosos preparatórios realizados neste ano. Alisson revelou descontentamento com as estatísticas recentes, ponderando que a maioria dos gols sofridos nas últimas exibições era perfeitamente evitável, mas ressaltou a importância de encarar esses tropeços como testes oportunos antes de uma competição de tiro curto. Segundo o goleiro do Liverpool, as falhas anteriores permitiram correções cruciais em tempo hábil e serviram para blindar o elenco.
O jogador de 33 anos também elogiou o impacto imediato do técnico Carlo Ancelotti, destacando que a chegada do comandante italiano transformou positivamente o ambiente da Seleção, trazendo uma gestão humana leve, sem polêmicas, e baseada em ideias de jogo simples e objetivas.
"Desde a chegada do Ancelotti, o ambiente foi transformado. Ele carrega uma presença muito forte e nos dá essa tranquilidade de um ambiente focado no trabalho, sem polêmicas ou outras questões. Dentro de tudo isso, que aconteceu, o mais importante é o momento que nos encontramos agora. É isso que importa. O momento que a equipe vai para disputar o primeiro jogo", acrescentou.
Questionado sobre as cobranças externas e as memórias das eliminações em 2018 e 2022, Alisson classificou as críticas como naturais devido ao longo jejum de títulos mundiais do país, garantindo que o ceticismo da torcida não abala sua confiança e que ele próprio é seu maior cobrador técnico.
Com as condições físicas totalmente restabelecidas após um período planejado de preservação, o arqueiro assegurou estar 100% pronto para o torneio e defendeu a convocação de Weverton por mérito, elogiando o nível dos goleiros do futebol brasileiro. Projetando as dinâmicas da competição, Alisson citou a eficiência defensiva do Arsenal em bolas paradas na Inglaterra como um exemplo a ser replicado pelo Brasil e concluiu afirmando que jogará este Mundial como se fosse a última oportunidade de sua vida, focado em migrar do grupo dos recordistas em participações para a galeria definitiva dos campeões do mundo.