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Cientistas criam microscópio mais potente do mundo

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Cientistas criam microscópio mais potente do mundo
Autor As contas reúnem e refocam as ondas que normalmente se perdem - Foto: BBC Brasil

Cientistas britânicos conseguiram fazer com que um microscópio ótico conseguisse enxergar objetos de cerca de 50 nanômetros (bilionésimos de metro), oferecendo um olhar inédito sobre o mundo "nanoscópico".

A técnica, que alcança a maior resolução de que se tem notícia, poderia ser utilizada para observar vírus, diz a equipe de pesquisadores.

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Com a ajuda de minúsculas contas de vidro, o procedimento faz uso das chamadas ondas infinitesimais, emitidas muito próximas de um objeto e que normalmente se perdem.

Os cientistas fazem com que as contas de vidro recuperem esta luz e refaçam o foco, canalizando-a para um microscópio comum.

O método permitiu aos pesquisadores ver com os próprios olhos níveis de detalhes normalmente só identificados por observação indireta, como a microscopia através da força atômica e varreduras com emissão de elétrons.

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Os detalhes foram publicados na revista acadêmica Nature Communications.

Descoberta

Utilizar a luz visível – o tipo de luz captada pelo olho humano – para observar objetos dessa escala é, de certa maneira, romper as regras da teoria da luz.

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Normalmente, os menores objetos visíveis são definidos por um parâmetro conhecido como limite da difração.

Ondas leves natural e inevitavelmente se dispersam de tal maneira a limitar ao alcance do seu foco, ou o tamanho do objeto que pode ser capturado.

As ondas infinitesimais que são produzidas na superfície dos objetos tendem a se enfraquecer com a distância – mas elas não estão sujeitas ao limite da difração.

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Se capturadas, as ondas infinitesimais oferecem uma resolução muito mais alta que a obtida por métodos padrões de captação de imagens, explica o pesquisador do Centro de Pesquisa de Processamento a Laser da Universidade de Manchester, Lin Li.

Observação

Para observar os objetos, a equipe colocou contas de vidro entre dois e nove milionésimos de metro na superfície das amostras.

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As contas coletam a luz transmitida através das amostras, captando as ondas infinitesimais e focando-as de maneira a serem observadas por um microscópio comum.

A equipe conseguiu observar objetos minúsculos, como marcas em escala nanométrica em discos de Blu-Ray.

Mas o professor Li acredita que a técnica possa ser utilizada em estudos biológicos mais ambiciosos, nos quais ações em nanoescala são difíceis de observar diretamente.

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"A área onde acreditamos haver interesse é a observação de células, bactérias e até vírus", afirma Li.

Métodos indiretos de observação conseguiram enxergar objetos a uma resolução de um nanômetro, e até os traços de uma única molécula. Mas nenhum deles é tão simples quanto a observação direta através do microscópio.

"Usar a tecnologia corrente requer muito tempo. Por exemplo, usar microscopia ótica fluorescente requer dois dias para preparar a amostra e a taxa de sucesso dessa preparação é de 10 a 20%", exemplifica o pesquisador.

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"Isto ilustra o ganho potencial de introduzir métodos de observação direta."

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