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Twitter confirma que sofreu bloqueio durante atos antigoverno no Egito

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O site de microblogagem Twitter confirmou na noite de terça-feira (25) que seu site sofreu bloqueio no Egito, onde milhares de pessoas foram às ruas para protestar contra o governo de 30 anos do presidente Hosni Mubarak.

Os protestos, no que os manifestantes chamaram de "Dia da Ira", terminaram em violência e quatro mortes, além de vários feridos, e o governo prometeu reprimir novos atos nesta quarta.

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Acreditamos que a troca aberta de informações e opiniões beneficia sociedades e ajuda os governos a terem um contato melhor com o povo", escreveu a empresa de microblogs, ao confirmar a ocorrência do bloqueio do serviço.

O bloqueio havia sido anunciado por um site especializado nos Estados Unidos.

De acordo com o herdict.org, que monitora a acessibilidade de sites pelo mundo, era impossível usar o site de microblogs -que permite trocar mensagens de 140 caracteres no máximo- a partir do Egito.

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O Twitter inicialmente não havia confirmado a informação.

O site de microblogs, assim como a rede social Facebook, desempenhou um importante papel de transmissão de informações na revolta popular que causou a saída do presidente da Tunísia, Ben Ali, após 23 anos de governo. Os protestos tunisianos inspiram a atual revolta egípcia contra o governo Mubarak.

Protestos na madrugada
Os protestos continuaram na madrugada desta quarta. A polícia usou gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar manifestantes que ocupavam a praça Tahrir, no centro da capital egípcia. Ao amanhecer, a calma havia sido restabelecida na capital e em outras cidades, mas um grande número de policiais continuava na praça.

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Enquanto garis retiravam pedras e destroços das ruas, o jornal estatal "Al Masry al Youm" chegava às bancas com uma manchete em letras vermelhas: "Alerta".

"Nenhum movimento provocativo ou reunião ou organização de marchas ou manifestações será tolerado, e medidas legais imediatas serão tomadas, e os participantes serão entregues às nossas autoridades investigativas", disse o Ministério do Interior, segundo a agência estatal de notícias Mena.

Cerca de 40% dos 80 milhões de egípcios vivem com menos de US$ 2 por dia, e um terço da população é analfabeta.

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