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Amy Winehouse caiu durante show no Recife

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Ela caiu. Depois de uma desajeitada pirueta apoiada num pé só, a cena mais esperada pelos paparazzi brasileiros aconteceu no Recife.

A diva Amy Winehouse levou um pequeno tombo, mas fazendo a linha "levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima", continuou o show como se nada tivesse acontecido. A quedinha foi mero detalhe da apresentação - mas já está no YouTube, claro. Na cidade que se autodenomina dona do maior Carnaval do mundo e que, de acordo com o Livro dos Recordes, tem o maior bloco do planeta, o Galo da Madrugada, a cantora inglesa fez uma das melhores e mais empolgantes apresentações da turnê brasileira e também a mais longa, com exatos 1h20 de duração.

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Com um microvestido justíssimo amarelo, num estilo tropical de ser, a cantora fez tudo que era esperado: cambaleou, saiu do palco inesperadamente, esqueceu letras, bebericou (dizem que era chá) diversas vezes numa canequinha e inverteu a ordem do set list. E foi com "Just Friends" que ela abriu a noite, acompanhada por uma platéia de 12 mil pessoas que lotou o pavilhão do Centro de Convenções de Pernambuco. E seguiu com "Back to Black" e "Tears Dry on Their Own", um dos hits mais esperados da noite.

Na quarta música, o cover de "Boulevard of broken dreams", gravada originalmente por Tony Benett, veio o primeiro esquecimento da noite. A cantora saiu do palco, os backings vocals assumiram e, na plateia, começou o burburinho do "será que ela volta?" E ela voltou cantando "Rehab" (originalmente no final do show), que fez a festa de fãs como o estudante Vitor Lins, de Maceió (AL), que viajou numa excursão de 45 pessoas e enfrentou quatro horas de estrada para ver a diva. "Se o show for curto, não tem problema. É um festival e nós estamos realizando um sonho", afirma.

Visivelmente alegre, a cantora desfilou hits mais do que esperados pela plateia. No repertório, sucessos como "Me and Mrs Jones", "Wake up alone", "You know I'm no Good" e "Valerie", e voltou para o bis com duas músicas, depois de uma longa apresentação da banda.

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PRÉ AMY
Coube ao norte americano Mayer Hawthorne a responsabilidade de abrir, com meia hora de atraso, o Recife Summer Soul. Simpático, carismático, mandou ver um som leve, uma mistura de soul com eletrônico, acompanhado por uma banda enxuta (apenas quatro músicos), mas muito funcional, a The Country. Dominou a platéia e arriscou-se até num português. "Não conhecia o trabalho do Mayer, mas para mim está sendo uma grande surpresa. É muito massa para o Recife receber um festival com atrações desse porte", disse o vocalista da Mundo Livre S/A, Fred 04, que acompanhava o show na plateia.

A opinião foi compartilhada também pelo cantor Ortinho "Recife tá mais do que na hora de ser uma referência no calendário musical de shows internacionais. Pernambuco já é um exportador natural de bandas para todo o País. Agora é hora de receber também bandas de nível internacional", pontuou.

Como um misto de Grace Jones com Michael Jackson, a texana Janelle Monáe (foto 4) foi a segunda atração da noite e fez um show empolgante, alto astral. Mas exagerado na performance, recorrendo a interpretações teatrais e recursos cênicos que mais lembravam um show da banda Calypso. Foi uma noite de quinta-feira, que mais parecia um sábado.

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