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Estela conta toda a verdade sobre a maldição para Solano

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Solano (Murilo Rosa) encara Estela (Cleo Pires): “Despeja, guria! Estou pronto para qualquer história que contes”. Mas será que está mesmo? Sendo ela uma Karuê, a última descendente da tribo, e, obviamente, instrumento da maldição daquele povo, como Estela – ou melhor, Estrela Karuê – vai explicar tudo que aconteceu? A morte de Fernando (Edson Celulari), o acidente em que Solano quase morreu estão na conta de Estela... “Vivi enganado e feito de palhaço”, lamenta Solano.

Estela respira fundo e começa: “O índio que você viu na mata comigo é Ruriá, meu avô”. A partir daí, ela conta tudo sobre sua história e sua missão. “Vim ao mundo com uma obrigação penosa pesando sobre meu ombro”, ela diz.

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Ela fala como conheceu Fernando: “Quando Ruriá descobriu Fernando no Rio, me enviou para lá, com a missão de seduzir e trazer para o Araguaia”. Ela confessa que o seduziu, sim, e que, depois, quando ele morreu, ficou incumbida de... “Dar fim à minha vida”, completa Solano. Estela assente, mas adianta que jamais conseguiu.

No dia do acidente, por exemplo, ela revela: “Fui ao hospital pedir aos espíritos por sua vida. Desde que te conheci, tento desesperadamente libertar você da maldição! Porque te amo, porque quero você vivo”.

Solano ouve tudo, mas não engole uma palavra: “Meu pai morreu por tua causa... Mas tu me amas. Eu quase morri... mas tu me amas. Tu me enfeitiçaste para me afastar da mulher que amo e me ter como teu escravo... mas tu me amas”. Estela levanta a cabeça aos prantos: “Amo, amo, amo”. Mas para Solano, Estela só ama a si mesma e “a quem te criou dentro do ódio, da sede de vingança!”

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Solano encerra o assunto demonstrando todo o seu rancor: “Não me venha agora falar de amor, mulher! Desprezo teu amor, a tua dor, a tua presença. Não sou teu amor, sou teu inimigo branco e maldito!”

Estela se levanta, mas agora já não chora mais. Sua expressão é dura. Ela enxuga o rosto e enche a mochila com suas coisas. Vai embora dali. Acabou!

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