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Vacinas poderão ser produzidas com tecnologia sintética

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Um cenário científico polêmico está se desenhando e se tornando cada vez mais inevitável: estamos muito perto de um mundo onde células e DNA poderão ser manipulados e atualizados como um software vivo. Esse é o cenário mostrado pelo doutor Craig Venter em uma entrevista para o programa estadunidense 60 Minutes. Venter é um dos responsáveis pelo projeto Genoma Humano, que mapeou todo o nosso DNA e pela criação de vida sintética ao injetar unidades de DNA em uma célula vazia.

Segundo o doutor Venter, essas atualizações podem chegar na forma de uma nova geração de vacinas contra a gripe que – diferentemente das vacinas atuais que demoram semanas ou meses para ficarem prontas – poderão ser produzidas em questão de horas (24 horas ou menos, segundo ele). Isso já poderia acontecer no ano que vem.

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A criação de vida sintética esbarra na polêmica discussão: “isso não seria brincar de Deus?”. Para Venter, as pesquisas são apenas uma tentativa de entender as regras de criação da vida. Ele diz: “Acredito que o Universo é muito mais espetacular do que simplesmente assumir que ele foi criado por uma força maior. Eu penso que o fato de que as células são máquinas movidas por software e que esse software é o DNA...esse é o segredo da vida...é realmente milagroso”.


Claro que o doutor Venter está ciente dos perigos envolvidos na eventualidade dessa pesquisa cair em mãos erradas. A sua bactéria sintética, por exemplo, só pode sobreviver no ambiente controlado de um laboratório e ele se mostrou totalmente a favor de regulação e salvaguardas para essa nova tecnologia.


Empresas como a DuPont já estão desenvolvendo suas próprias células sintéticas. A empresa desenvolveu um composto genético que está sendo usado em alguns tecidos e carpetes. Venter já tinha contrato com a British Petroleum – responsável pelo vazamento de petróleo acontecido no Golfo do México neste ano – que poderia levar ao desenvolvimento de uma alga geradora de combustível que se alimenta de CO2.

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A verdade então é que já não importa perguntar quais tecnologias podem ser criadas nem quando elas serão criadas. A humanidade precisa do maior número possível de garantias de que os avanços tecnológicos serão usados para o desenvolvimento sustentável do ser humano e do nosso planeta.

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