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Tecnologia transforma corpo em antena de celular

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Tecnologia transforma corpo em antena de celular
Autor Mais baratas, redes corpo a corpo deverão diminuir engarrafamentos de dados em grandes cidades - Foto: Getty Images

Pesquisadores da Queen´s University, no Reino Unido, estão desenvolvendo um novo tipo de rede sem fio que poderá diminuir os congestionamentos no tráfego de dados em grandes cidades. O segredo: transformar o próprio usuário em uma "torre" de celular.

A pesquisa enfoca as chamadas redes corpo a corpo (BBN, na sigla em inglês). Uma BBN exige que cada usuário use algum tipo de sensor no corpo, que pode ser embutido dentro de um celular.

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Todos esses sensores se comunicam uns com os outros para estabelecer uma espécie de rede improvisada, enviando dados entre vários pequenos sensores em vez de usar aquela torre gigante usada pelas operadoras.

A vantagem desse conceito é que ele funciona melhor justamente onde é mais necessário: nas cidades. Nas maiores delas, principalmente nas ultra conectadas, como Nova York e San Francisco, há uma multidão de usuários enviando muitos dados por meio de poucas torres de celular.

O problema é que, além de a construção e a manutenção dessas torres ser muito cara, elas precisam de melhorias constantes para acompanhar novas tecnologias, como a 4G. Por causa do custo, essas torres são distribuídas em poucos lugares, gerando gargalos que diminuem seu desempenho.

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Já as redes corpo a corpo funcionam melhor justamente em áreas altamente povoadas, lugares onde as torres de celular falham. Até agora, os pesquisadores ainda estão nos testes iniciais e não explicaram como funcionarão as centrais de redirecionamento de dados.

Por enquanto, o maior obstáculo é que, graças ao medo que muita gente tem da radiação celular, dificilmente o usuário aceitará colocar ainda mais sensores em seus aparelhos.

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