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Escâner revela se garrafa tem líquido explosivo

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Escâner revela se garrafa tem líquido explosivo
Autor Além de detectar explosivos líquidos dentro de garrafas, novo escâner consegue verificar se um vinho foi adulterado - Foto: Divulgação

Cientistas britânicos criaram um escâner de aeroporto que consegue perceber a diferença entre água e explosivos líquidos. A nova máquina foi criada pela Kromec, uma empresa criada na Universidade Durham, no Reino Unido.

Segundo Arnab Basu, executivo chefe da empresa, em comparação com o raio X convencional, “essa é a diferença entre ver um objeto em preto e branco e olhá-lo em cores”.

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Os raios X são uma espécie de radiação eletromagnética e fazem parte do espectro que inclui ondas de rádio e de TV, micro-ondas, infravermelho, luz visível, ultravioleta e raios gama. Como todas as formas de radiação do espectro, os raios X vêm em diferentes comprimentos de onda.

Um escâner convencional de aeroporto faz uma explosão de raios X atravessar um objeto ou pessoa em direção a um sensor eletrônico. Materiais diferentes absorvem raios X em taxas variadas. Eles passam relativamente desimpedidos através de carnes, couro, plásticos e tecidos, mas são absorvidos por metais e ossos.

As máquinas convencionais não conseguem dizer a diferença entre água e produtos químicos perigosos. Já o novo escâner é mais sensível e capaz de distinguir diferentes comprimentos de onda de raios X.

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Cada objeto tem uma “assinatura” diferente, dependendo do comprimento de onda do raio X que passa por ele, permitindo à máquina diferenciar um número maior de materiais. Enquanto uma garrafa d’água tem aparência similar a outra contendo explosivo líquido em um escâner convencional, a nova máquina revela que os materiais são diferentes.

Basu explica que não é preciso abrir a garrafa para analisar uma amostra, basta “botar a garrafa no escâner, que ele vai mostrar se aquilo é água ou explosivo químico”.

A União Europeia já autorizou os fabricantes a usar a nova geração de raio X em todos os aeroportos no continente, o que deverá permitir aos passageiros voltar a carregar bebidas a bordo dos aviões. A máquina deverá acabar com a proibição de embarque com líquidos, medida que faz aumentar ainda mais os atrasos dos voos.

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A proibição de líquidos na bagagem de mão foi imposta em agosto de 2006, depois que a polícia descobriu um plano para contrabandear explosivos em aviões usando garrafas. Três britânicos foram condenados à prisão perpétua por criar um plano para destruir sete aviões – carregando mais de 200 passageiros – usando produtos químicos escondidos em garrafas de refrigerante.

As regras de segurança criaram situações de frustração nos aeroportos, fazendo com que os passageiros fossem obrigados a jogar fora garrafas, vidros de perfume e até tubos de filtro solar antes de embarcar.

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