Bazuca que atira colete salva-vida ganha prêmio de design

O ganhador do prêmio James Dyson, no Reino Unido, deste ano foi uma bazuca que poderá salvar muitas vidas.
Chamado de Longreach (longo alcance, em tradução literal), o dispositivo atira uma espécie de boia e colete salva-vidas a até 150 m. A boia de emergência é feita de um isopor que não absorve água e que infla rapidamente ao tocar nela.
Equipado com fogos de iluminação noturna, o colete permite à vítima flutuar por bastante tempo. O ganhador do prêmio, o australiano Samuel Adeloju, concorreu com outros 15 finalistas.
Segundo James Dyson, o projeto de Adeloju, de 24 anos, “é uma solução inteligente para um problema muito real". A cada ano, cem pessoas se afogam na costa do Reino Unido e mais de 13,5 mil incidentes acontecem porque os nadadores são arrastados pela correnteza.
O estudante de design industrial vai receber R$ 26,5 mil (10 mil libras) em prêmio, e a Universidade de New South Wales, onde estuda, outros R$ 26,5 mil. Adeloju também vai conhecer o centro de pesquisa, design e desenvolvimento James Dyson e os engenheiros de lá.
O Longreach foi inspirado em armas de propulsão de granadas e foguetes. O estudante explicou que depois de conhecer a tecnologia de propulsão de granadas, ele teve que encontrar um produto químico que aumentasse 40 vezes de tamanho apenas 15 segundos depois de atingir a água.
Após quatro meses de testes, ele descobriu que o isopor hidrofóbico funcionava. Logo depois, ele terminou o Longreach.
- Ganhar o prêmio James Dyson vai me dar suporte financeiro para desenvolver um protótipo e tocar os testes.
Adeloju já está conversando com a Surf Live Saving Australia, associação de salva-vidas do país, e com a Westpac Rescue, um serviço de busca e resgate aeromédico, para produzir sua invenção em larga escala.
O segundo lugar ficou com a Seakette, que usa a luz do sol para dessalinizar a água do bote salva-vidas de emergência, e o Reax, uma invenção para ajudar paramédicos a comprimir o peito do paciente em intervalos regulares.
