TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Entretenimento

publicidade
ENTRETENIMENTO

Temer promete aumento no orçamento da Cultura em 2017

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

PAULO SALDAÑA, ENVIADO ESPECIAL
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em uma tentativa de tranquilizar artistas e militantes críticos ao fim do Ministério da Cultura, o ministro Mendonça Filho (DEM) anunciou Marcelo Calero na Secretaria Nacional de Cultura e prometeu ampliar os recursos da área.
Na entrevista coletiva de apresentação do novo secretário, Mendonça disse que o orçamento para as atividades da Cultura no próximo ano irá recompor uma queda orçamentária de 25% ocorrida entre 2015 e 2016. E que ainda haverá avanços maiores.
"Há compromisso público de repor a partir do orçamento de 2017, recuperar a defasagem de 2015 a 2016, de cerca de 25%. E haverá crescimento real para a Cultura", disse ele, que não detalhou valores.
O ministro também se comprometeu a acertar valores que o ministério tem de atraso em programas de financiamento. Segundo ele, a dívida do MEC com produtores culturais é de R$ 236 milhões.
Calero já escolheu uma pessoa para sua equipe. A também ex-secretaria municipal de Cultura do Rio Helena Severo vai assumir a presidência da Fundação Biblioteca Nacional
O presidente interino, Michel Temer, em áudio distribuído à imprensa momentos depois da coletiva do novo secretário de Cultura, também garantiu aumento no orçamento para a área a partir do próximo ano. Não detalhou o valor do crescimento, contudo.
"Quando trouxemos a Cultura para a área da Educação, não foi para reduzir a atividade cultural no Brasil", diz. "Ao contrário, haverá uma potencialização da cultura brasileira."
Temer também prometeu continuar com a lei Rouanet. "Nós vamos incentivar sua aplicação", afirmou. "E os recursos aumentarão."
Ele anunciou ainda existência de um débito do extinto MinC na casa entre R$ 220 milhões e R$ 230 milhões. "Acabei de falar com o ministro [da Fazenda, Henrique] Meirelles para que possamos fazer o pagamento desses valores atrasados."
A integração do Ministério da Cultura ao da Educação tem provocado protestos e até ocupações de prédios públicos. O novo secretário, que respondia pela pasta municipal da Cultura do Rio, pregou que vai apostar no diálogo com os descontentes.
"Eu acho que a gente consegue abrir o diálogo a partir do sucesso das medidas que apresentarmos. A resistência se supera pelos resultados", disse. "A partir disso [da promessa de aumento de recursos] esperamos que o diálogo possa ser o mais franco possível."
O novo secretário afirmou que o movimento de ocupações de prédios públicos por grupos contrário ao fim do Ministério da Cultura é "sinal vivo da nossa democracia". A maioria desses militantes são contrários ao impeachment.
"Ocupações são movimentos legítimos, e que não podem ser aparelhados [politicamente]", disse. "Vamos dialogar com quem quer dialogar. Mas vamos procurar todos".
Mendonça Filho descartou que a Secretaria sairá do MEC. Havia a expectativa de sua transferência para a Casa Civi, uma forma de mostrar mais valor à área.
Os dois insistiram que, mesmo sem ministério próprio, as finalidades da área da Cultura serão reforçadas. Calero reforçou a importância da Lei Rouanet no financiamento cultural, mas não descartou ajustes.
Antes do anúncio de Calero, o governo tentou outras cinco mulheres para o cargo. Todas recusaram.
"O meu ministério é o das mulheres. Minha chefe de gabinete é mulher, a secretária-executiva é mulher, presidente do Inep, minhas assessora de imprensa. É sempre bom ter mulher trabalhando conosco", disse. "Mas a orientação, a linha de ação [de aumentar a representatividade de mulheres no governo], não é camisa de força".
INDICADORES
Segundo o ministro, o orçamento das duas pastas será integrado. A maioria dos programas deve ter mantida sua independência orçamentária, mas a pasta pretende criar e reforçar iniciativas integradas. "A gente pode alocar recursos da Educação para incrementar atividades culturais dentro das escolas municipais", citou.
A pasta pretende ainda usar o Inep (Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais), ligado à Educação, para criar indicadores para a Cultura. Esses indicadores, não detalhados pelo ministro, poderiam basear ajustes em políticas da área, como na distribuição de financiamento.
Atualmente, o Inep é responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e pela produção de indicadores e avaliações educacionais.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Entretenimento

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV