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Lollapalooza aposta em atrações menos consagradas e agrada o público

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GIULIANA DE TOLEDO E THALES DE MENEZES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Noel Gallagher, 48, foi a exceção à regra na quinta edição brasileira do Festival Lollapalooza, a terceira no autódromo de Interlagos. Neste fim de semana (dias 12 e 13), o evento teve 160 mil ingressos vendidos e a escalação mais consistente entre os habituais eventos do tipo no país.
O festival praticamente não dependeu de veteranos, quase sempre convocados quando organizadores querem atingir grande público. Apostou em atrações principais que têm no máximo três álbuns lançados, como Florence + The Machine e Marina and the Diamonds.
Noel Gallagher demonstrou na tarde de domingo que não é mais apenas um cantor. Tornou-se uma instituição do rock.
O sucesso mundial nos anos 1990 como líder, compositor, guitarrista e eventual cantor na banda britânica Oasis deixou o artista acima do bem e do mal. Ao lançar agora seus álbuns sozinho, vai aos poucos acrescentando aqui e ali mais pérolas a seu repertório matador.
Mas é quando retoma as faixas de álbuns do Oasis que a coisa pega de verdade. Vale dizer que o público de Noel foi um dos mais misturados do Lolla, em faixa etária e código visual.
Quando a próxima a ser tocada é um hino do britpop como "Champagne Supernova", a plateia vai abaixo. Teve mais da banda antiga, com catarse na hora de "Wonderwall".
Para encerrar, "Don't Look Back in Anger", aquela que os fãs cantavam de ponta a ponta nos shows do Oasis e continuam afinados nesse coro.
Ele não foi o único que atraiu público pelo sucesso anterior com um banda famosa. Uma plateia pequena, mas fiel e atenta, acompanhou Albert Hammond Jr., guitarrista dos Strokes, mostrar um pouco mais cedo, no palco Axe, que a sua carreira solo vai muito bem, obrigado.
Como "frontman", o americano está seguro, cercado de uma banda bem entrosada e moldada para shows agitados, com a energia de três guitarras -duas além da do próprio Hammond Jr. A trupe tocou próxima, amontoada no centro do palco, como se estivesse numa casa de shows pequena.
Os fãs também ajudaram Hammond Jr. a se soltar. Ainda que ele, de calça e camiseta completamente brancas, já tenha subido ao palco parecendo um dentista saltitante, a sua confiança cresceu ao longo da apresentação, a cada letra ecoada pelo público.
Até as mais recentes, do disco "Momentary Masters" (2015), estavam decoradas.
MC BIN LADEN
Alguns brasileiros se deram bem no domingo. Emicida e Planet Hemp se apresentaram à noite, cada um diante de uma plateia fiel, com mãos erguidas e corpos balançando na batida hip hop, cada vez mais ocupando o antigo lugar do rock junto à garotada.
E, mesmo sem estar escalado no evento, MC Bin Laden ganhou as atenções. O funkeiro paulista do hit do verão "Tá Tranquilo, Tá Favorável" foi convidado de honra do Jack Ü, projeto dos mega-DJs e produtores americanos Diplo e Skrillex. Diante de uma multidão, a maior concentração de pessoas no palco Onix neste fim de semana, ele cantou o sucesso.
Começou de camisa, mas logo a arrancou, para exibir a barriga avantajada que já se conhece bem do clipe. Gritando o refrão, o público mostrou domínio da coreografia que usa "o famoso sinal do Ronaldinho", como manda a letra.

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