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Em debate em SP, Ferreira Gullar emociona recitando Drummond

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Em debate em SP, Ferreira Gullar emociona recitando Drummond
Autor IMAGEM - GOOGLE musica.com.br - Foto: Adriano Vizoni/Folhapress - Foto: Reprodução

NINA RAHE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Para o poeta Ferreira Gullar, 85, a poesia não soluciona as mazelas do mundo, mas "acrescenta em nossa vida".
Gullar participou nesta quarta (30) de conferência da série Fronteiras do Pensamento, em São Paulo, evento do qual a Folha de S.Paulo é parceira, e falou sobre o tema "Como Viver Juntos", que permeou as palestras deste ano.
Em um discurso inicial, o poeta, também colunista da Folha, citou intolerâncias religiosas, disputas territoriais e guerras de extermínio. Falou antes de problemas, para então imaginar soluções.
"Embora os homens sejam iguais em direito, não o são em qualidade", disse, citando como exemplo Pelé e Bill Gates para mostrar como talentos não são distribuídos de forma igual. "Cabe a nós corrigir as injustiças que a natureza cria", acrescentou.
Encerrou o discurso expressando a vontade de que Israel e Palestina fizessem as pazes. E se lembrou, repetindo uma célebre frase sua, de quando uma amiga o deixou sozinho, desistindo do cinema a que iriam juntos após uma discussão: "Aprendi. Não quero ter razão, quero é ser feliz".
Espanto
No bate-papo mediado por Francesca Angiolillo, editora-adjunta da "Ilustríssima", Gullar tratou de poesia.
Ele, que foi membro do Partido Comunista Brasileiro e autor de poemas engajados, nos anos 1960, disse ter percebido que, em matéria de escrita, o que deve prevalecer é a qualidade literária. Em 1975, Gullar escreveu "Poema Sujo", considerado sua obra-prima.
A poesia, disse, nasce do espanto. "E só pode me espantar aquilo que não estou esperando. Não é a questão do mensalão que me espanta, isso me irrita", afirmou, respondendo a perguntas da plateia.
"Tem quantas questões mais, 200? Responderei todas", brincou, arrancando o riso do público. "Tenho enorme prazer em conversar."
"A poesia não revela a realidade, a poesia a inventa", afirmou, recitando parte do poema "Tarde de Maio", de Drummond: "Como esses primitivos que carregam por toda parte o maxilar/ inferior de seus mortos".
"Isso acrescenta em nossa vida. Depois desse verso, resta a vida, mais o verso."

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