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Casa Daros espera Olimpíadas para vender imóvel de R$ 83 milhões

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Após dois anos se mantendo como uma das principais atrações na cena cultural carioca, a Casa Daros confirmou oficialmente nesta quarta-feira (13) que vai fechar as portas em dezembro. A informação foi antecipada pelo site da Folha de S.Paulo nesta terça (12), ao mesmo tempo em que os funcionários eram comunicados pela administração sobre o fim das atividades no espaço de exposições que ocupa um imponente casarão em Botafogo, na zona sul carioca.
Segundo responsáveis pela instituição, a decisão de fechar as portas tem a ver com a necessidade de economizar recursos para poder fazer circular as obras de um acervo com cerca de 1.200 obras de artistas latino-americanos, todas armazenadas em Zurique, sede da coleção Daros. O museu no Rio vinha sendo mantido com recursos privados da coleção, com sede em Zurique.
Também afirmaram em entrevista coletiva que escolheram cessar as operações na época em que o país se prepara para receber as Olimpíadas, porque isso poderia atrair possíveis investidores para ocupar o espaço.
Desde que foi inaugurada, a Casa Daros exibiu uma parte significativa da coleção suíça, que reúne trabalhos de 127 artistas, 19 deles brasileiros, produzidos desde a década de 1960 até os dias de hoje. Desde 2000, a suíça Ruth Schmidheiny começou a adquirir esse acervo.
"Tomamos a decisão de tornar as atividades da coleção mais internacionais. Isso envolve custos de envio de obras para o exterior, por exemplo, e os recursos são finitos. Percebemos que nosso esforço econômico estaria mais bem servido com essa mudança de foco do que numa operação cara e sofisticada como a Casa Daros", diz Christian Verling, presidente do conselho.
Verling diz também que exaustou a possibilidade de exibição da coleção, dizendo que a casa era grande demais. "Não queremos repetir. Podemos pegar obras emprestadas, mas sentimos que isso poderia reduzir a qualidade. Isso era previsível, mas não achávamos que aconteceria tão rápido."
O diretor da Casa Daros, Dominik Casanova, também citou o custo da operação como um obstáculo para o funcionamento. "Todo o processo de importar e exportar as obras é muito burocrático. A logística em si e os portos no Brasil são complicados. Acontece de o navio que traz a obra não poder atracar no dia e horário previstos. Isso tem um custo a mais."
OBRA DE R$ 67 MILHÕES
A Casa Daros ocupa um edifício neoclássico construído em 1866 e com 11 mil metros quadrados. O imóvel foi comprado em 2006 por R$ 16 milhões. A inauguração estava prevista para 2008, mas a casa só abriu as portas cinco anos mais tarde. O início da reforma foi conduzida pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha e, desde 2008, pelo escritório Ernani Freire. A obra custou R$ 67 milhões e a casa foi inaugurada com 70% da reforma concluída.
Graças ao mecenato suíço, a Casa Daros não utilizava verba de lei de incentivo. O museu não divulgava seu orçamento nem sua expectativa de público, mas informou que desde 2013 recebeu 225 mil visitantes.
O conselho não exclui a possibilidade de vender a casa e está explorando diversas possibilidades de parcerias que preferiu não divulgar por ora.
Nos dois anos em que exisitiu, a Casa Daros realizou cerca de 20 exposições, algumas delas referência no cenário nacional, como as retrospectivas do argentino Julio Le Parc e do brasileiro Luiz Zerbini. No momento está em cartaz a mostra "Made in Brasil", com obras de sete artistas brasileiros da coleção, entre eles Cildo Meireles, Waltercio Caldas e Ernesto Neto.
Em setembro, o espaço inaugura sua última exposição, "Ficción y fantasía - Arte de Cuba", com 140 obras de 15 artistas da ilha, que ficará em cartaz até 13 de dezembro. Depois disso, a instituição afirma que continuará a financiar a manutenção do local, como os serviços de segurança e limpeza, até que se encontre um novo ocupante para o casarão.

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