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Autor acusado de incitar islamofobia defende 'Charlie Hebdo'

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SÃO PAULO, SP - O escritor Michel Houellebecq, acusado de incitar a islamofobia em seu romance "Submissão", pronunciou-se pela primeira vez sobre o ataque do "Charlie Hebdo", dizendo que "liberdade de expressão envolve o direito de jogar lenha na fogueira".
"A relação entre autor e leitor é única e pessoal; está fora dos limites morais e sociais que costumamos seguir. A censura, que é o direito de intervir nessa relação, está sob a responsabilidade de uma comunidade inteira, e não pode ser exercida por qualquer indivíduo ou grupo", disse ele à revista "Les Inrocks".
Ele disse ainda que "a liberdade de expressão não tem que parar quando alguém considera algo sagrado" e que "o Charlie não tem como vocação manter a coesão social ou a unidade nacional; essa comunhão não lhe diz respeito".
O livro de Houellebecq foi lançado em 7 de janeiro na França, no mesmo dia em que um atentado de terroristas islâmicos à sede do jornal "Charlie Hebdo" terminou com a morte de 12 pessoas. Nas semanas anteriores ao atentado, Houellebecq esteve no centro de um acirrado debate entre direita e esquerda por causa do livro, acusado de incitar a islamofobia.
A trama de "Submissão" tem início em 2022, quando, após um hipotético segundo mandato do socialista François Hollande, todos os partidos à esquerda da Frente Nacional se unem para evitar que a extrema-direita representada por Marine Le Pen chegue ao poder --e acabam abrindo a brecha para a eleição da fictícia Fraternidade Muçulmana. Com a chegada de um presidente muçulmano ao poder, a poligamia é instaurada e as mulheres passam a ser obrigadas a largar seus empregos e a usar véus.
Após o ataque, o autor suspendeu a divulgação de seu livro e deixou a cidade de Paris, segundo a imprensa francesa. O agente de Houellebecq afirmou que ele decidiu suspender a divulgação do livro por ter ficado "profundamente abalado pela morte de seu amigo Bernard Maris".
Maris, uma das 12 vítimas fatais do atentado, havia elogiado o livro na última edição do "Charlie" antes do atentado.
O romance de Houellebecq foi o destaque de capa da edição. Num cartum, o romancista aparece vestido de mago, fazendo previsões: "Em 2015, perdi meus dentes. Em 2022, cumpri o Ramadã".

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