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Casa noturna de Apucarana inspirou autor de ‘Boate Azul’

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É difícil encontrar alguém, até nos mais longínquos rincões do Brasil, que nunca ouviu a música “Boate Azul”, de Benedito Seviéro, um dos maiores compositores da música romântica e boêmia da atualidade. Entretanto, o que poucos sabem é que o clássico, eternizado na voz da dupla Joaquim e Manuel, na década de 1980, foi inspirado duas décadas antes, segundo o próprio autor, em uma casa noturna de Apucarana. A história veio à tona no último final de semana durante o Programa Caminhos da Roça, exibido pela EPTV de Ribeirão Preto, em São Paulo.

Aos 81 anos, Benedito Seviéro, simplesmente Dito para os mais próximos, revelou, por telefone à reportagem, como surgiu a ideia de escrever o que viria a ser uma das músicas mais tocadas em todas as rádios do País. O compositor, que apesar da idade tem uma memória de dar inveja, conta com riqueza de detalhes o episódio que lhe serviu de inspiração. “Eu estava acompanhando o cantor José Lopes, muito famoso na década de 1950, que faria um show na boate Blue Night, da dona Dirce, em Apucarana. Porém, o papa João XXIII morreu naquele dia e o show foi cancelado”, recorda. O papa João XXIII morreu vítima de câncer em 3 de junho de 1963.

Dito ainda lembra que muitas pessoas aguardavam a apresentação na casa noturna. “A Blue Night ficava localizada, naquela época, cerca de 3 quilômetros fora da cidade, às margens da rodovia”, relembra. Apesar da pressão do público, naquele dia o show não pode continuar. “A polícia proibiu a apresentação em respeito à morte do papa, mas os frequentadores estavam todos de ‘fogo’ e não queriam ir embora. Eles ficaram lá sem saber para onde ir, bêbados. Foi inspirado naquela cena que três meses depois resolvi escrever ‘Boate Azul’”, confessa.

Para quem não lembra, o refrão da música diz: “Sair de que jeito, se nem sei o rumo para onde vou, muito vagamente me lembro que estou em uma boate aqui na zona sul. Eu bebi demais e não consigo me lembrar sequer qual era o nome daquela mulher, a flor da noite na boate azul”.

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