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"Ninguém me quis", brinca veterano Robert Redford sobre ausência no cinema

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VENEZA, ITÁLIA, 6 de setembro (Folhapress) - Desaparecido dos cinemas desde "Leões e Cordeiros", de 2007, o astro Robert Redford lança em Veneza, hoje, seu novo filme como ator e diretor, "The Company You Keep". Brincalhão e falante, o eterno Sundance conta à Folha que ficou cinco anos sem filmar porque "ninguém me quis" neste período.

Difícil de acreditar. Na verdade, Redford está mais preocupado com seu Festival de Cinema independente e no engajamento político e ecológico. Suas convicções, inclusive, refletem-se no novo longa, sobre membros da organização radical Weather Underground, que praticava atos violentos contra prédios federais em protesto contra a guerra do Vietnã e outros atos do governo americano nos anos 1970.

"Não pude falar sobre o assunto na época, porque era um evento ao vivo. Agora é um pedaço da história americana", explica o ator, que interpreta Nick Sloan, um fugitivo do FBI há 30 anos -acusado de participar de uma ação que resultou na morte do segurança de um banco.

O disfarce de Sloan, pai e viúvo, cai quando uma de suas comparsas (Susan Saradon) decide se entregar. Ele não quer perder a filha pequena e parte em uma jornada para tentar resolver o quebra-cabeça, ao mesmo tempo que precisa manter sua ideologia política. Em seu encalço, há o repórter vivido por, quem diria, Shia LaBeouf, que volta e meia arruma encrenca com jornalistas.

"Notei que os jornalistas da minha geração têm menos idealismo. O que importa é conseguir a história primeiro", filosofa o ator de "Transformers". Redford, que atuou em um dos filmes essenciais sobre jornalismo e política, "Todos os Homens do Presidente" (1976), de Alan Pakula, acha que a situação é diferente.

"Não havia internet ou computadores naquela época. Hoje é difícil saber o que é verdade com tanta informação ao mesmo tempo e sem ver a cara da fonte", crê o astro, que acredita no poder revolucionário de movimentos como Occupy Wall Street: "Toda geração tem seu momento de rebelião".

Shia tem outra opinião. "Não corremos os mesmos riscos daquela geração, que tinha uma arma apontada na cabeça e alguém dizendo para ir à selva matar pessoas. Somos apenas perdidos", diz o ator.

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