Cantor é morto a tiro após sacar R$ 10 mil
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Homicídio seguido de furto ou latrocínio (roubo seguido de morte) são as duas linhas de investigação da Polícia para o assassinato do cantor de forró Tony Moraes, morto com um tiro abaixo da axila esquerda, ontem pela manhã, em Messejana.
O cantor foi baleado após estacionar a Hilux que dirigia ao lado de uma casa, no cruzamento das ruas Afonso Henrique e Capitão Santos. O local fica numa área considerada de risco pela Polícia.
Familiares da vítima contaram para a Polícia que o cantor havia sacado R$ 10 mil numa agência do Bradesco na avenida Washington Soares. De lá, ele seguiu para Messejana. Ainda não se sabe o que ele iria fazer no bairro.
Assim que Tony Moraes foi baleado, ele deixou o local dirigindo a Hilux. Desgovernado, o carro se chocou contra uma residência na rua.
Afonso Henrique. Três jovens que moram na área correram para socorrê-lo, segundo testemunhas. Eles levaram a vítima para o hospital usando a própria Hilux.
A caminho do Frotinha de Messejana, os três rapazes chamaram a atenção dos ocupantes de uma viatura do Ronda do Quarteirão, que fizeram a abordagem. Os jovens explicaram que estavam socorrendo uma pessoa baleada. Os policiais, então, seguiram a Hilux até o hospital.
A Polícia desconfiou de um dos jovens, que estaria nervoso, e fez uma revista, quando os rapazes já estavam no hospital. Nos bolsos das calças, foram encontrados cerca de R$ 10 mil (o dinheiro estava repartido). As informações foram passadas pelo delegado Franco Pinheiro, diretor-adjunto da Divisão de Homicídios.
Momentos depois, os policiais tomaram conhecimento de que a vítima era o cantor Tony Moraes, que teria sacado esse valor instantes antes. Os três rapazes, autuados em flagrante, foram identificados como Jorge Adriano Gonçalves da Silva, 28; Antônio Marcos Melo da Silva, o Marquinhos, 27; e Jardel dos Santos Alves, 20. Conforme a Polícia, eles confessaram que furtaram o dinheiro da vítima enquanto a socorriam. O trio foi autuado por furto qualificado.
Hipótese de latrocínio
A outra linha de investigação - latrocínio - surgiu após a Polícia apreender o celular de um dos jovens presos. O PM viu que havia uma ligação perdida e retornou o telefonema, se passando pelo acusado. No outro lado da linha, a pessoa teria perguntado se o homem havia morrido mesmo e se ele tinha conseguido o dinheiro.
O caso será investigado. A Polícia desconfia que a pessoa do telefonema seja a que atirou contra o cantor, já sabendo que ele estava com os R$ 10 mil. O fato de os três rapazes terem socorrido a vítima seria uma ação combinada com o atirador para saquear o dinheiro.
Policiais militares apresentaram ao O POVO documentos que apontam que Antônio Marcos Melo Silva, o “Marquinhos”, e Jardel dos Santos Alves têm antecedentes criminais por tráfico de drogas e furto, respectivamente.