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Médico condenado por morte de Jackson queria ter prestado depoimento

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O médico condenado pela morte de Michael Jackson lamenta não ter prestado depoimento durante seu julgamento no ano passado, disseram ontem (25) os advogados dele, depois de visitarem o médico na prisão.

Conrad Murray, contratado como médico pessoal do cantor de "Thriller" em 2009, começou a cumprir pena de prisão de quatro anos em novembro de 2011, depois que um júri o considerou culpado de homicídio culposo (sem intenção de matar).

Os promotores argumentaram durante o julgamento que Murray foi negligente na administração do anestésico cirúrgico propofol para ajudar Jackson a dormir e que o médico falhou em monitorar adequadamente o uso da droga pelo cantor.

Eles também apresentaram provas de que Murray demorou a ligar para o serviço de emergência quando Michael Jackson parou de respirar na noite de sua morte, há três anos.

Dois advogados visitaram Murray na segunda-feira na cadeia do Condado de Los Angeles, onde ele está detido. O advogado J. Michael Flanagan disse que o médico "estava se adaptando razoavelmente bem para uma pessoa que está cumprindo pena e que na verdade é inocente".

Jackson foi encontrado sem vida em sua mansão em Los Angeles no dia 25 de junho de 2009, cerca de três semanas antes de começar uma turnê em Londres com o objetivo de colocá-lo novamente sob os holofotes.

Os advogados de Murray negaram que ele era culpado de negligência criminosa. Mas nunca o próprio médico depôs como testemunha em defesa própria, uma decisão da qual que veio a se arrepender, de acordo com sua advogada Valerie Wass e Flanagan, que também atuou na defesa do médico no julgamento.

Flanagan disse à Reuters que o principal advogado de Murray no julgamento, Ed Chernoff, foi inflexível para que o médico não prestasse depoimento. Flanagan disse que discordou fortemente com Chernoff, mas que em última análise, Murray seguiu o conselho de Chernoff e se recusou a depor.

"Murray agora percebe que deveria ter deposto", disse Flanagan, acrescentando que havia várias nuances no caso em que apenas ele, como a única pessoa que estava com Jackson nas últimas horas de sua vida, poderia explicar adequadamente ao júri.

"Agora ele diz que o maior erro que cometeu no julgamento do caso foi não depor", afirmou o advogado.

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