Queixa de racismo feita por Manchester City surpreende Porto
O Porto ficou surpreso nesta sexta-feira com a queixa feita pelo Manchester City de que o atacante Mario Balotelli sofreu uma ofensa racista durante o jogo entre as duas equipes na Liga Europa, vencida pelos ingleses por 2 a 1, e disse que nada de anormal aconteceu durante a partida.
Um representante do Manchester City disse que o clube inglês levou a questão ao conhecimento de autoridades da Uefa, enquanto testemunhas relataram "gritos de macaco" dirigidos ao italiano durante o jogo.
Os campeões portugueses ficaram surpresos com as acusações. "O que podemos basicamente dizer é que nada de anormal aconteceu, ninguém percebeu nada estranho, nem mesmo os delegados da Uefa que trabalhavam próximos ao Porto durante o jogo", disse o porta-voz do Porto Rui Cerqueira.
Ele ainda descreveu dois gritos dos torcedores do Porto e do Manchester City em apoio a seus jogadores respectivos, Hulk e Sergio Aguero, que podiam ter sido confundidos por outros sons.
"Kun, Kun, Kun (Aguero); Hulk, Hulk, Hulk", disse, mostrando como eram os gritos. "(Esses gritos) podem ser facilmente confundidos com gritos racistas." Ele também disse que o Porto não tem histórico de racismo.
No entanto, o meio-campista da Costa do Marfim Yaya Toure, que joga no Manchester City, disse ter "escutado algo". "É por isso que gostamos do Campeonato Inglês, porque isso nunca acontece ali... talvez em um país diferente eles não esperem jogadores negros", disse ao Sky Sports News.
Racismo é um tópico polêmico no futebol inglês, com Luis Suárez do Liverpool tendo cumprido uma suspensão de oito jogos por ter supostamente ofendido de forma racista Patrice Evra, do Manchester United, e o capitão do Chelsea, John Terry, enfrentando acusações criminais por supostos comentários que fez a Anton Ferdinand, do Queens Park Rangers.
