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Conheça a casa de Val Marchiori antes do champanhe e do salto alto

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Conheça a casa de Val Marchiori antes do champanhe e do salto alto
Autor Conheça a casa de Val Marchiori antes do champanhe e do salto alto - Foto: Divulgação

Para chegar lá, é preciso colocar o carro em uma estrada de terra estreita, lamacenta nas baixadas, onde os bois e as vacas desfilam lentamente, controlando sem querer a velocidade dos apressadinhos.

O cenário onde a empresária Valdirene Aparecida Marchiori nasceu – graças ao trabalho de uma parteira – e viveu até a adolescência permanece intacto mesmo depois de quase quatro décadas. Uma pequena casa de madeira construída nos anos 1930, encravada em um pequeno vale bem longe do luxo e da civilização.

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Para chegar lá, é preciso colocar o carro em uma estrada de terra estreita, lamacenta nas baixadas, onde os bois e as vacas desfilam lentamente, controlando sem querer a velocidade dos apressadinhos. “A gente brincou muito por aqui”, lembra o primo Adelino Marchiori Neto, 42, agricultor que vive com a mulher, dois filhos e uma família de desconfiados vira-latas que anuncia alto a chegada dos forasteiros.

“De vez em quando, ela vem aqui com um destes carrões que pobre como a gente nem sabe a marca. Mas ela fica pouco”, diz o primo. Pudera. O banheiro não tem conforto algum e, na geladeira, a bebida mais borbulhante que ela poderia encontrar é a tubaína do próximo almoço. “Ele sempre foi ambiciosa, vaidosa, sempre gostou muito de se arrumar pra ir à cidade, participar deste negócio de miss, de ser admirada”, conta.

Adelino diz que viu apenas um episódio de "Mulheres Ricas", porque “passa muito tarde pra quem mora na roça”. “Achei engraçado pra caramba. Ela se sente muito à vontade naquele luxo! Toda vida ela quis ser melhor que os outros.”

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O sítio fica próximo da BR-369, no trecho entre as cidades de Arapongas e de Apucarana. A localidade mais próxima é a pequenina Caixa de São Pedro, uma comunidade rural de poucas ruas no município de Apucarana, para onde Val se mudou aos 12 anos com o pai Benedito e a madrasta Marineia.

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