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Ex-Guns`Roses bebia quase 5 litros de vodca por dia

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Quando foi hospitalizado, o seu pâncreas, do tamanho de uma bola de raguebi, estava tão inchado que se rompeu, libertando enzimas da digestão no corpo e causando queimaduras de terceiro grau.

Naquele momento, McKagan entendeu que teria de escolher entre um estilo de vida «regado a álcool e drogas» e a vida.

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«Vi-me cada vez mais perto da insanidade, à medida que piorava a minha ingestão de bebidas e drogas», disse McKagan à BBC. «Felizmente para mim, o meu pâncreas não aguentou, caso contrário eu ter-me-ia afogado em vómito», disse.

A dor era tão insuportável, disse McKagan, que chegou a implorar ao cirurgião que o matasse. «Quando me deram morfina e a dor não desapareceu, compreendi que a situação era muito séria», contou.

«Fizera-me uma ecografia e o meu pâncreas estava enorme. O cirurgião disse que teriam de lhe cortar um pedaço, e foi nesse momento que eu disse: ´Matem-me», afirmou.

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Além da perspetiva de poder morrer em breve se não parasse de beber, foi a tentativa de agradar à mãe que constituiu o incentivo final para que McKagan ficasse finalmente sóbrio.

«Sou o último de oito filhos, a minha mãe veio ao hospital. Ela tinha (Mal de) Parkinson e o seu filho mais jovem estava num hospital com tubos por todo o lado. Eu estava à beira da morte e sabia que a ordem das coisas estava absolutamente errada», contou.

«Pensei, vou ficar bom, nem que seja pela minha mãe. Vou tentar ser um bom filho. Assim começou minha recuperação», lembrou .

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McKagan disse que começou a beber porque achava que tal ajudaria a evitar os ataques de pânico de que sofria desde a adolescência.

Recuperou a fazer exercício, bicicleta de montanha e a beber água pela primeira vez em dez anos.«Comecei a comer comida saudável e a ler livros», conta ainda .

Foi então que se apercebeu que não conseguia entender sequer um extrato bancário. «Eu tinha 30 anos, estava sóbrio e milionário, não sabia o que era uma ação ou um bónus e não confiava em ninguém na minha indústria. Então fui fazer aulas numa escola comunitária».

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Interessado na vida académica, o músico matriculou-se na Seattle University.
Hoje ele escreve uma coluna regular na revista Playboy chamada Duffonomics, fundou a sua própria empresa de administração de bens e ajuda músicos com as suas finanças.

No entanto, também diz que os Guns N` Roses não poderiam ter feito a música que fizeram sem o estilo de vida que os acompanhava. «Tivemos que ir aos extremos para criar aquelas canções. O nosso primeiro disco era todo sobre a vida que levávamos», considerou.

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