Feliz demais, Beth Carvalho lança 1º álbum de inéditas em 15 anos

“Estou feliz demais”. Assim Beth Carvalho descreve ao G1 a nova fase de sua carreira. Não é por menos. A cantora voltará de vez aos palcos em novembro – no dia 19 no Rio de Janeiro e no dia 26 em São Paulo – após passar dois anos de cama por problemas na coluna. Mais do que isso, o ano também fica marcado por seu regresso ao estúdio para gravar “Nosso samba tá na rua”, seu primeiro álbum de inéditas em 15 anos e o 36º de sua carreira. “Estou muito satisfeita com o repertório, acho que consegui falar de todos os temas de que gosto, como negritude, amor, Carnaval, feminismo e Mangueira”.
Como de costume, Beth Carvalho definiu as canções do disco depois de mostrá-las a um júri popular, que votou nas preferidas. “Foi o que me deu um prumo maior pra escolher as 15 finais”. Antes disso, porém, ela gravou 25 sambas de uma seleção feita a partir do acervo que tem em casa e de composições criadas por novos músicos. “Tenho fitas desde o começo da minha carreira”, conta. “Desse meu acervo, só aproveitei ‘Palavras Malditas’, do Nelson Cavaquinho. Preferi as novas porque dá mais tesão de gravar, mas poderia fazer um disco só com coisas do acervo”.
“Nosso samba tá na rua” foi produzido por Rildo Hora, figura que Beth reencontra após 27 anos e que é responsável por alguns dos álbuns mais importantes de sua carreira, presentes nas décadas de 1970 e 1980. Em sua capa é possível ver todos os compositores do disco – com exceção de Chico Buarque e Serginho Meriti – ao redor da Madrinha do Samba, numa foto que remete exatamente a essa época. “É uma soma das capas de ‘De pé no chão’ (1978) com ‘Na fonte’ (1981)”, explica. “É uma festa”.
