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Diretor do Rock in Rio: 'Cachês cresceram 200% em 10 anos'

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Paulo Fellin começou a trabalhar no Rock in Rio, como produtor executivo, na terceira edição do festival no Brasil, em 2001. Hoje é o diretor geral do festival, acumulando também o cargo de diretor artístico. Ou seja: além de coordenar todos os setores do evento que começa nesta sexta-feira (23), é responsável diretamente por montar a lista de bandas que se apresentarão e, claro, contratá-las.

Em entrevista ao iG, ele afirma que nos últimos 10 anos o cachê dos artistas chegou a aumentar 200% e narra as dificuldades da profissão, como cancelamento de shows em cima da hora – nesta edição o rapper Jay-Z deu o cano depois de contratado -, explica o código de ética informal que rege o meio e fala sobre a força das redes sociais na escolha das bandas.

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O diretor afirma que o artista que mais pressionou para tocar nesta edição do festival foi Axl Rose, do Guns’n’Roses. Contudo, para escolher quem de fato se apresentará na Cidade do Rock, não é apenas a vontade do artista, ou mesmo dos organizadores, que conta.

Além da pesquisa de mercado e dos pedidos pela internet, é preciso concatenar uma série de detalhes com as agências de entretenimento para saber quais bandas estarão em turnê nas datas do evento, passando a concorrer com ofertas de países europeus ou dos Estados Unidos. Em alguns casos, como o do Red Hot Chilli Peppers, a própria produção do festival colabora na montagem de uma turnê de cinco ou seis shows pela América do Sul para poder oferecer um pacote mais atraente aos artistas principais de cada noite.

iG: Qual é a grande dificuldade quando nada está pronto e tem de montar esse line up enorme do zero?

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Paulo Fellin: Em primeiro lugar, a gente tem uma política aqui dentro de não fazer coisa pequena. Quando se fala de Rock in Rio o público espera grandes artistas. Em segundo lugar é poder ter uma radiografia na mão para compor as noites. Tem o rock, o pop, o metal, o alternativo, enfim, em cada seguimento desses temos de buscar os melhores nomes disponíveis. Por exemplo, a gente queria muito trazer os Rolling Stones, mas a banda não está se mexendo nesse momento e fazer uma banda desse porte se mexer é complicado. Seria um investimento financeiro muito grande e às vezes nem isso é suficiente, porque você está lidando com personalidades que não precisam disso, já têm a vida ganha. Mas a imagem do Rock in Rio é muito forte, existe uma vontade dos artistas.

Cheguei a receber e-mail direto da empresária do Axl Rose, com ele ao lado, dizendo que ele queria muito tocar no Rock in Rio. Foi o que mais fez pressão para estar presente.

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