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Zuckerberg fala em 'censura' e cita cortes latino-americanas

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No vídeo publicado nesta terça, 7, em sua conta no Instagram, em que explica as mudanças na moderação das redes sociais da empresa, o presidente da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou que a América Latina tem "tribunais secretos de censura".

O presidente da Meta não fez referência ao caso, mas, em 30 de agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o X (ex-Twitter), de Elon Musk, em todo o País após a rede social se recusar a cumprir ordens judiciais que determinavam, entre outras exigências, o bloqueio de perfis ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro acusados de disseminar notícias falsas.

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O impasse só terminou em 8 de outubro, quando a rede social do bilionário pagou uma multa de R$ 28 milhões.

No vídeo, Zuckerberg criticou medidas adotadas por governos da União Europeia, América Latina e China para censurar a plataforma. "A Europa tem um número cada vez maior de leis, institucionalizando a censura e dificultando a criação de algo inovador por lá. Os países latino-americanos têm tribunais secretos que podem ordenar que as empresas retirem as coisas do ar silenciosamente", disse o presidente da Meta, dona do Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp.

"A única maneira de impedirmos essa tendência global é com o apoio do governo dos EUA. E é, por isso, que foi tão difícil nos últimos quatro anos, quando até mesmo o governo dos EUA pressionou por censura", afirmou. Procurada ontem pela reportagem para comentar a declaração, a Meta não quis se manifestar.

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'Liberdade perdida'

Segundo o CEO, as medidas anunciadas ontem têm o objetivo de defender o que ele classificou como a "liberdade de expressão que foi perdida" nas plataformas ao longo dos últimos anos. De acordo com Zuckerberg, as mudanças são para as redes sociais voltarem para suas "raízes e origens".

Segundo o CEO da Meta, as plataformas da companhia Meta vão "se livrar" de diversas políticas de conteúdo nas redes sociais. Como exemplo, afirmou que o Instagram e o Facebook não vão mais sinalizar publicações que falam sobre imigração ou gênero, por exemplo. Segundo ele, o que começou como uma medida inclusiva passou a ser usada para "calar opiniões".

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O CEO disse que, nos últimos anos, as pessoas estavam cansadas de publicações políticas em suas redes sociais e, então, as plataformas deixaram de sugerir esses tipos de posts. Agora, porém, Zuckerberg diz que o mundo está em uma "nova era" e, assim, o Instagram e Facebook voltarão a sugerir conteúdos políticos em sua linha do tempo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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