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Zema critica vetos ao Propag e ameaça não aderir a programa sobre federalização da Cemig

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou por meio de suas redes sociais os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que cria regras flexíveis para os Estados pagarem suas dívidas com a União.

Os Estados têm até o dia 31 de dezembro deste ano para fazerem a adesão ao novo regime, que é visto como uma oportunidade para o governo mineiro federalizar a Cemig. Contudo, Zema condiciona a participação de Minas Gerais no programa à derrubada dos vetos pelo Congresso.

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"O governo federal quer que os Estados paguem a conta de sua gastança", escreveu Zema em sua conta no Twitter.

Ele disse também que os vetos de Lula no programa obrigarão a população de Minas Gerais a repassar R$ 5 bilhões a mais para o governo federal entre 2025 e 2026, apesar do recorde de arrecadação federal: R$ 2,4 trilhões em 2024. "É dinheiro para sustentar privilégios e mordomias", afirmou.

Zema também criticou o fato de o governo federal ter 39 ministérios, enquanto os Estados estariam lutando para equilibrar suas contas. O governador mineiro falou ainda em viagens faraônicas e gastos supérfluos no Palácio do Alvorada e de gastos com cartão de crédito corporativo sem transparência. "Até quanto o contribuinte vai bancar essa desordem?", indagou.

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Vetos

Acossado pelas críticas ao programa que, na visão de especialistas, podem causar desequilíbrio fiscal ao governo federal, Lula vetou 13 itens que poderiam causar impacto ao resultado primário da União.

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