Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Viés de baixa em NY contamina Ibovespa, apesar de desaceleração do IPCA-15

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

As preocupações com a situação financeira do setor bancário mundial e consequente influência na economia global seguem no foco das atenções, limitando alta das bolsas em Nova York e estimulando queda das bolsas europeias. Pouco antes do fechamento deste texto, apenas o Nasdaq subia, em meio a resultados de empresas do setor. Esse quadro cauteloso externo, os temores em relação ao arcabouço fiscal e os sinais de espalhamento da inflação no Brasil contaminam o Ibovespa, em dia de agenda cheia.

De outro lado, há alguns resultados de empresas do primeiro trimestre que minimizam o recuo do principal indicador da B3, caso de Gol.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Ao mesmo tempo, há a expectativa pelo balanço da Vale, que sai após o fechamento da B3. A despeito de se esperar um desempenho fraco e da queda hoje do minério de ferro em Dalian, de 0,35%, as ações da mineradoras tentam subir, assim como outras do setor.

"Existe expectativa de a Vale não apresente grandes coisas em seu balanço, mas existe certa ansiedade. Ontem, o setor apanhou bastante em meio ao temor de recessão mundial", avalia Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

Já o petróleo recua na faixa de 2% no exterior. "Depois do resultado do Santander, divulgado ontem, o mercado parece que vem para a realidade, com as ações de bancos caindo, e Petrobras também não está no seu melhor dia. Esses dois vetores impedem o Ibovespa de ter um otimismo por conta do IPCA-15 de abril, divulgado hoje, semelhante ao visto no começo do mês com o IPCA de março abaixo do esperado", afirma Spiess.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O IPCA-15 subiu 0,57% em abril, após ter avançado 0,69% em março. O resultado ficou abaixo da mediana positiva de 0,61% das estimativas na pesquisa do Projeções Broadcast (0,50% a 0,70%). Em 12 meses, a alta foi de 4,16%, ante taxa de 5,36% até março. "O resultado importante para o vértice mais longo da curva de juros, que exibe viés de baixa", diz o analista da Empiricus.

Ainda que o IPCA-15 tenha desacelerado, a difusão avançou, gerando alguma cautela. Cálculos do economista do Banco BV Raphael Rodrigues mostram que o indicador que mede o quanto a alta do IPCA-15 está espalhada atingiu 63,22% este mês, após 61,31% no anterior.

O Índice Bovespa vem de duas baixas seguidas. Ontem, fechou com desvalorização de 0,70%, aos 103.220,09 pontos. "Acompanhou a forte aversão a risco no exterior. Não pode abandonar os 101 mil pontos, sob pena de acelerar as perdas", opina o economista Álvaro Bandeira, em relatório matinal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Seguem as preocupações com a desaceleração econômica global. Talvez a China não. A inflação e os juros em alta prolongadamente e até uma recessão técnica em alguns países, caso dos Estados Unidos, preocupam", completa Bandeira.

Além das incertezas com a inflação, seguem as dúvidas quanto à votação do arcabouço fiscal. O Congresso deve instalar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Antidemocráticos de 8 de janeiro e o mercado monitora se esse processo pode atrapalhar o andamento da pauta do governo no governo, em especial do arcabouço fiscal.

Na seara corporativa, a Gol informou lucro líquido de R$ 619,5 milhões no primeiro trimestre de 2023, queda de 76,2% ante os R$ 2,607 bilhões de um ano antes. Em relação à Vale, a média das expectativas no Prévias Broadcast é que apresente queda na receita, no Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) e no lucro líquido em seu balanço.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Às 11h30, as ações da Gol passavam a ceder (-0,94%) e as da Vale subiam 1,31%. O Ibovespa caía 0,51%, aos 102.722,88 pontos, perto da mínima diária dos 102.531,97 pontos (-0,67%, após máxima aos 103.667,72 pontos, em alta de 0,43%. Petrobras cedia 0,78% (PN) e 1,13% (ON).

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV