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Ueda, do BoJ, diz que os juros subirão caso a inflação subjacente confirme as projeções

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O presidente Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Kazuo Ueda, disse nesta terça-feira, 24, que os juros serão elevados novamente caso a inflação subjacente suba de acordo com as projeções da instituição. "Dadas as altas incertezas em torno da atividade econômica e dos preços, situações inesperadas podem ocorrer", afirmou o dirigente. "A política real precisa ser conduzida de forma oportuna e apropriada, levando em conta várias incertezas, em vez de se basear em um cronograma fixo definido com antecedência."

Ueda afirmou ainda, durante discurso para lideranças empresariais em Osaka, que o BoJ tem tempo suficiente para avaliar cuidadosamente a economia e os mercados internacionais antes de tomar decisões sobre os juros. Segundo o dirigente, é preciso monitorar as economias estrangeiras e os movimentos do mercado com a máxima vigilância. "Se a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) levar a um pouso suave para a economia dos Estados Unidos, no qual a taxa de inflação caia para 2% enquanto uma desaceleração significativa na economia é evitada, isso provavelmente terá um impacto positivo na economia do Japão. No entanto, a incerteza permanece sobre o curso futuro da economia dos Estados Unidos."

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Ainda de acordo com o presidente do BoJ, o risco de alta dos preços ficou menor à medida que o aumento dos preços de importação desacelerou. "Olhando para o futuro, a inflação subjacente provavelmente continuará aumentando e, na segunda metade do período de projeção, até o ano fiscal de 2026, estará em um nível que é geralmente consistente com a meta de estabilidade de preços de 2%", afirmou Ueda. "Esta projeção é baseada na suposição de que as mudanças no comportamento de fixação de salários e preços das empresas que estão em andamento nos últimos anos se consolidarão e que os aumentos salariais continuarão no próximo ano fiscal e além."

Ueda disse também que a economia do Japão deve evitar retornar à deflação. "O Banco conduzirá a política monetária conforme apropriado, visando atingir a meta de estabilidade de preços de 2% de forma sustentável e estável, ao mesmo tempo em que leva em conta os riscos de alta e baixa para a atividade econômica e os preços. Eu acredito que essa postura trará efeitos positivos à economia nacional como um todo." *Com informações de Dow Jones Newswires.

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