Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Túnel Santos-Guarujá opõe União e governo de SP

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O projeto do túnel para ligar Santos e Guarujá, em São Paulo, já começa com uma disputa entre os governos federal e estadual pela autoria de uma obra ainda no papel. A gestão paulista de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o governo Lula, na figura do ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França (PSB), dizem que farão a obra e, até o momento, os planos não estão coordenados.

Na terça-feira, 28, o ex-ministro de Jair Bolsonaro qualificou o projeto do túnel para o Programa de Parcerias de Investimento (PPI) paulista. Segundo o governo estadual, há um projeto executivo pronto e licença prévia para implantação da obra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O plano estadual é construir o túnel em formato de PPP (parceria público-privada), ou seja, com injeção de recursos públicos combinada a uma concessão à iniciativa privada. O governo paulista já abriu conversas com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para estruturar o projeto e, inclusive, pediu apoio do governo Lula para ajudar a custear o aporte público a ser feito na obra, cobrada há décadas pela população.

O ministério comandado por Márcio França, que já governou São Paulo e tem ligação muito próxima com a Baixada Santista, apontou, porém, que tem outros planos para o empreendimento. O Ministério de Portos e Aeroportos afirmou que, em um primeiro momento, analisa a possibilidade de o projeto ser executado com recursos da União e do Porto de Santos, sem necessidade de PPP ou de financiamento cruzado com o governo estadual. "Portanto, uma obra pública com recursos do governo federal", informou o ministério.

Segundo o Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, há planos para a construção de uma ligação seca entre as duas cidades ao menos desde 1927, quando se cogitava a escavação de um túnel para a passagem de um bonde elétrico. Em 1948, a proposta era fazer uma ponte levadiça no local. Já em 1970, a alternativa discutida previa uma ponte com acesso helicoidal, que permitia a passagem de navios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Divisão

A discussão da paternidade do túnel seco parte de uma disputa maior entre os governos Lula e Tarcísio, relativa à privatização do Porto de Santos. Quando era ministro da Infraestrutura de Bolsonaro, Tarcísio previu que a ligação seca seria construída por quem arrematasse em leilão a administração do porto. No entanto, França disse que o governo federal não vai dar continuidade ao certame do terminal, o que fez o governador de São Paulo seguir com seu plano para tirar o túnel do papel.

Atualmente, uma das alternativas para a travessia entre Santos e Guarujá é pela balsa. Durante esse deslocamento, a atividade do porto precisa ser interrompida. Outra opção é o caminho por estrada, em um trecho de 43 quilômetros de extensão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Estadão/Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) mostrou em janeiro que, diante das sinalizações de Lula durante a campanha sobre o programa de desestatizações, Tarcísio passou a pensar numa PPP para viabilizar a ligação seca. O projeto envolve a injeção de cerca de R$ 3,5 bilhões em recursos públicos, e o governador chegou a dizer a interlocutores que estaria disposto a desembolsar esse montante do Tesouro Estadual.

O empreendimento tem VPL negativo, ou seja, não daria retorno financeiro ao privado sem dinheiro público. Tarcísio e França conversaram sobre o assunto recentemente, durante visita do governador a Brasília. O ex-ministro da Infraestrutura havia sinalizado que não teria resistência política em compartilhar com o governo federal o financiamento da obra.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV