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Trump ameaça atacar Irã e Ibovespa recua, apesar de avanço da Petrobras

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O Ibovespa fechou em baixa pela segunda vez na semana, com investidores voltando a ficar cautelosos após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar o Irã com novos ataques. As declarações desfizeram a expectativa gerada pelo próprio Trump recentemente, de que um acordo capaz de encerrar o conflito e reabrir o tráfego de navios no Estreito de Ormuz seria fechado dentro de alguns dias.

A proximidade da abertura de capital da SpaceX também foi mencionada como um fator negativo tanto para a bolsa brasileira quanto para outros mercados. A avaliação é de que investidores estariam liquidando posições em diversos ativos para angariar recursos que serão usados na operação. "Além do ruído geopolítico, tem pessoas fazendo um pouco de funding para entrar na oferta", disse Leonardo Morales, diretor da SVN Gestão.

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O Ibovespa caiu 0,70%, a 168.619,26 pontos, mais perto da mínima (168.070,99) do que da máxima da sessão (169.812,46). A Vale foi o destaque negativo do pregão, com queda de 1,02%, subtraindo 0,12 ponto porcentual da variação do índice. Na outra ponta, o melhor desempenho veio da Petrobras (PETR3 +1,50%; PETR4 1,17%), que acompanhou o aumento dos preços do petróleo e contribuiu positivamente com 0,16 ponto ao Ibovespa no dia.

Felipe Cima, especialista de renda variável da Manchester Investimentos, ressalta que, além do conflito no Oriente Médio, os investidores também passam a adotar uma postura mais cautelosa antes do anúncio de decisões de política monetária relevantes na semana que vem - nomeadamente a do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, e a do Banco Central brasileiro.

No Brasil, há uma discrepância nas expectativas. O mercado prevê maior chance de manutenção da Selic em 14,50%, mas economistas acham que o BC reduzirá os juros e indicará que os riscos de a inflação ficar acima do previsto aumentaram, o que impediria novas reduções à frente.

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"Se parar agora, o mercado vai começar a exigir alta de juros", diz Cima, acrescentando que para a Bolsa voltar a subir seria necessário o Banco Central diminuir a Selic. Ele acrescenta que a inflação trabalha contra este cenário, mas que a redução dos incentivos fiscais com efeito na atividade econômica permitiria um afrouxamento monetário.

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