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Trajetória da inflação ainda é consistente com queda ao longo do tempo, diz presidente do BoE

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O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Andrew Bailey, afirmou que a trajetória da inflação britânica ainda é consistente com uma queda ao longo do tempo, mas apontou que é necessário garantir que a "persistência será retirada do sistema". Em coletiva de imprensa, Bailey e outros dirigentes do BC britânico reiteraram que o nível restritivo da política monetária deve ser mantido até que as pressões inflacionárias sejam eliminadas.

Entretanto, as autoridades monetárias afirmaram que "é uma boa notícia" o desempenho da economia praticamente em linha com as projeções do banco central, com força subjacente do crescimento econômico e sem materialização de riscos relacionados ao avanço salarial.

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"Estamos olhando para o cenário geral e vemos redução das pressões inflacionárias. Mas ainda há incerteza e, por isso, precisamos nos manter vigilantes", afirmou a vice-presidente do BoE Clare Lombardelli.

Também vice-presidente do BC britânico, Dave Ramsden, ponderou que ainda pode ser necessário atingir um nível "um pouco mais elevado" da taxa de desemprego para equilibrar o mercado de trabalho, o que pode ter efeitos sobre a oferta, embora contribua para atingir a meta de inflação em 2%.

Bailey, Lombardelli e Ramsden votaram a favor do corte de 25 pontos-base nos juros pelo BOE nesta quinta-feira. Na coletiva, Ramsden disse que também vê espaço para ajustar outras ferramentas de política monetária, como o aperto quantitativo do balanço patrimonial, se necessário.

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Questionado sobre as condições financeiras no Reino Unido, Bailey disse que vê algum relaxamento nas condições monetárias e nas taxas de hipoteca graças a precificação dos mercados sobre as decisões monetárias do BC britânico. Contudo, o presidente do BoE evitou comentar sobre a precificação do mercado e disse que vai "monitorar como o corte desta quinta-feira altera as perspectivas" para próximas decisões.

Bailey também evitou falar sobre as eleições nos Estados Unidos. "Não temos opinião sobre quem será o próximo presidente, vamos monitorar apenas efeitos das políticas do novo governo sobre o Reino Unido", respondeu.

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